O ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, afirmou, esta quinta-feira, em entrevista no programa Política Mesmo da TVI24 que a reforma fiscal verde será neutral relativamente à carga fiscal global, ou seja, que estes impostos implicam reduções correspondentes.

«Esta reforma será aplicada num contexto de neutralidade fiscal», garantiu.

Jorge Moreira da Silva considera que a reforma traz benefícios não só a nível ambiental, mas também ao nível da economia e do emprego. O ministro sublinhou ainda que, deste modo, os cidadãos terão a possibilidade de fazer «escolhas ambientais mais acertadas».

«Esta proposta é amiga do ambiente, da economia e do emprego. O nosso objetivo é habilitar o cidadão a escolher», assegurou.

Manuela Ferreira Leite comentou, também no programa Política Mesmo, as declarações do ministro, afirmando que a neutralidade fiscal «é uma ilusão» e que só terá efeitos ao nível do orçamento, uma vez que «os que pagam não são os mesmos que são abatidos».

Sobre a privatização da Empresa Geral de Fomento - cujo concurso foi ganho pela Mota-Engil, o ministro afirmou que esta foi uma operação «bem sucedida», referindo que «o Estado não precisa de estar em tudo».