O deputado do PS Jorge Fão afirmou hoje que o partido está «preocupado» e «em desacordo» com a decisão anunciada pela Estradas de Portugal (EP) de reduzir a iluminação pública das estradas sob sua jurisdição.

A EP anunciou na quarta-feira esta redução, justificando-a com a necessidade de diminuir os custos de energia, que, informava no mesmo comunicado, este ano ascendem a mais de um milhão de euros.

Em declarações à agência Lusa, o deputado socialista Jorge Fão afirmou que a decisão «tem que ser claramente explicada, no plano técnico pela EP e no plano político pelo Ministério da Economia, através do secretário de Estado, e pelo ministro da Administração Interna».

«Vamos dirigir perguntas ao Governo e, eventualmente, dependendo das respostas, avançaremos para a apresentação de um projeto de resolução», acrescentou, considerando que esta decisão representa «um gravíssimo retrocesso das políticas de melhoria constante dos níveis de segurança rodoviária em Portugal».

Assim, disse ainda Jorge Fão, o PS está «muito preocupado com esta medida, em relação à qual sente uma discordância profunda».

Com esta redução, a EP conta poupar anualmente cerca de 50% dos gastos que tem habitualmente com a iluminação pública nos mais de 14.500 quilómetros da rede rodoviária sob sua gestão. A medida vai decorrer durante o ano de 2014.

A EP pretende «implementar medidas de rápida aplicação em plena via dos sublanços e nós de ligação das autoestradas e vias rápidas, rotundas, cruzamentos ou túneis».

Entre essas medidas está a diminuição do número de horas em que a iluminação está ligada e a adequação do horário da iluminação ao tráfego efetivo da estrada, com supressão durante a noite nos locais onde o tráfego é particularmente inexistente.

A redução do número total de candeeiros acesos, intercalando-se os apagados com os que ficam ligados, é outra das medidas a implementar, bem como apagar-se a iluminação nos troços onde se verifique ser «totalmente desnecessária pelas características da própria via».

A EP referiu também que vai apostar na utilização de elementos com a maior eficiência energética possível e reforçar a qualidade da retrorreflexão da sinalização vertical e das marcas rodoviárias.