"Houve uma clara maioria no apoio a este projeto de programa e também muitas sugestões de como poderia ser melhorado. Ouvimos atentamente e vamos agora analisar, não só em matéria de taxa social única (TSU), como em relação a muitas outras matérias", declarou o ex-secretário de Estado da Presidência, salientando que as propostas estarão ainda nos próximos dias em debate público [até dia 29].


"O secretário-geral do PS [António Costa] é uma pessoa sensível e aberta e admitiu ajustamentos em relação às questões que mais nos preocupam", declarou o dirigente sindical da UGT, advertindo que o combate à precariedade laboral "não pode facilitar os despedimentos".






"Vamos alterar o programa face a várias sugestões que nos foram apresentadas. Este projeto de programa marca bem a diferença face à maioria de direita [PSD/CDS], que quer cortes nas pensões, enquanto o PS entende que há formas de assegurar as pensões sem cortes, através da diversificação das fontes de Segurança Social. Temos visões completamente diferentes", sustentou.




"Estamos a ouvir atentamente e depois tomaremos uma decisão, que constituirá o corpo definitivo das propostas do PS. Não há promessas de alteração, mas um processo de audição com toda a atenção. Houve uma larga maioria de apoio a essa medida [TSU], o que não quer dizer que não se possa melhorar essa e outras", acrescentou o coordenador do programa eleitoral do PS.


António Costa afirmou que uma descida da taxa social única

Sindicalistas questionam descida da TSU




"Os sindicalistas socialistas consideram que a redução da TSU tem de passar por uma forte discussão, nomeadamente ao nível do Partido, pois tem de ficar claro que não pode pôr em causa a sustentabilidade da segurança social, de contrário esta medida contará com a oposição dos sindicalistas, mesmo os socialistas", disse à agência Lusa Carlos Silva, depois de encerrado o debate, para o qual foi convidado.


"Estou totalmente de acordo quanto à necessidade de aumentar os rendimentos dos trabalhadores, mas tenho muitas dúvidas de que o melhor instrumento para isso seja reduzir a TSU), disse Carlos Trindade, que integra a Comissão Executiva da CGTP.


"Além de ter de ser feita uma reflexão aprofundade sobre os reflexos de uma medida destas na sustentabilidade da segurança social, está também em causa o valor simbólico da medida, pois seria o PS a reduzir a TSU", disse, lembrando os protestos dos portugueses quando o Governo pretendeu baixar a TSU paga pelas empresas.




"Nós [sindicalistas socialistas] vamos levar uma proposta ao próximo congresso da Confederação Europeia de Sindicatos (CES), que se realiza no outono, a defender o aumento dos salários porque consideramos que é essa a forma de melhorar os rendimentos dos trabalhadores e não tanto pela redução da TSU", disse à Lusa o secretário-geral da UGT, Carlos Silva.