O coordenador do BE defendeu esta sexta-feira a união com PS e PCP, a fim de atingir o objetivo comum de demitir «as almas penadas» do Governo, admitindo a futura participação num Governo «de esquerda».

O deputado bloquista explicou que a «arruada» de hoje, com dezenas de militantes, entre o largo da Misericórdia e a rua do Carmo, em Lisboa, destinou-se a «mobilizar os lisboetas para a manifestação que se realiza amanhã [sábado] junto ao Palácio de Belém», organizada pela CGTP.

«Nós estamos com as forças políticas, PS e PCP, e com as forças sindicais, nomeadamente a CGTP, associados na reclamação por eleições antecipadas, que se devem realizar o mais depressa possível, mesmo antes das autárquicas (29 de setembro)», afirmou.

João Semedo, ladeado da outra coordenadora do partido, Catarina Martins, sugeriu mesmo a data de 15 de setembro para a realização de umas hipotéticas legislativas, recusando falar de eventuais coligações por se estar «a tratar e a discutir de demitir um Governo moribundo, para que o povo e a democracia possam ter a sua voz».

«É necessário que o Presidente não perca mais tempo a ouvir uma coligação e governantes que são autênticas almas penadas e se arrastam pelos corredores de São Bento», argumentou.

O coordenador do BE frisou que «os portugueses podem contar com o BE para fazer parte de um Governo de esquerda, que acabe com a política de austeridade, que supere, ultrapasse, vença e vire a página ao memorando da troika».

Daquela forma, defendeu Semedo, colocar-se-ia «o país a crescer economicamente, com políticas de emprego sociais, que ajudem os mais frágeis».

«Nesse Governo, o BE quer estar e direi isso ao Presidente», afirmou, referindo-se à audiência do Chefe de Estado com os partidos representados na Assembleia da República.