O líder parlamentar comunista, João Oliveira, afirmou, esta terça-feira, que os deputados do PCP vão propor a reposição dos horários de 35 horas semanais e voltar a convocar o ministro da Educação e Ciência para ser ouvido no parlamento.

«O PCP irá apresentar um projeto de lei que repõe o horário de trabalho de 35 horas semanais para os trabalhadores da administração pública e reduz progressivamente até esse limite o horário dos restantes trabalhadores, colocando assim o progresso técnico e científico ao serviço da qualidade de vida e da justiça social e não ao serviço do agravamento da exploração como faz o Governo PSD/CDS», declarou, no encerramento das jornadas parlamentares, em conjunto com os eurodeputados comunistas, em Setúbal.

Em relação à reforma em curso no ensino superior e politécnico - para o PCP uma «degradação e perversão das suas funções sociais e estratégicas» -, o deputado comunista lamentou a criação de ¿cursos profissionais técnicos superiores¿ por se tratar de uma «estratificação do acesso ao conhecimento e aos mais elevados graus de ensino consoante as condições económicas e sociais dos estudantes».

«O grupo parlamentar do PCP irá requerer a presença do ministro (Nuno Crato) na Assembleia da República para que preste os esclarecimentos necessários à clarificação dos objetivos destas medidas», disse João Oliveria, adiantando que serão utilizados «todos os instrumentos regimentais» para que esta medida não seja aplicada nas instituições do ensino superior politécnico.