O líder parlamentar do PCP criticou esta terça-feira o Governo da maioria PSD/CDS-PP por entregar uma «empresa rentável» como a Valorsul, entre outras estatais de tratamento de resíduos, a privados, defendendo a manutenção da sua gestão pelos municípios.

«Permitiu confirmarmos, com alguns valores atualizados, a grande mais-valia que tem esta empresa não só do ponto de vista ambiental, mas do serviço que presta às populações, do ponto de vista da política tarifária, que permite, no tratamento dos resíduos, não sobrecarregar as pessoas com custos que, com a privatização, certamente irão aumentar», disse João Oliveira, entre reuniões com administração e trabalhadores.

A Valorsul, na Bobadela, faz parte da Empresa Geral do Fomento (EGF), a sub-holding do grupo Águas de Portugal para a área dos resíduos. O PCP tem agendada a discussão do seu projeto de lei que revoga o decreto-lei 45/2014 e recusa a privatização da EGF para 22 de outubro, em sessão plenária, no Parlamento.

«Esta é uma empresa rentável que, ao longo de anos, tem permitido que haja um investimento com resultados muito evidentes do ponto de vista ambiental, com óbvios benefícios para as populações», afirmou o deputado comunista, numa das ações das jornadas parlmentares do PCP, na região de Loures.

Segundo João Oliveira, «numa empresa que dá lucro, sendo pública e gerida pelos municípios, o Governo acaba por intervir, retirando-a dos municípios e entregando-a aos interesses privados».