Coligação Democrática Unitária (CDU) propôs-se esta terça-feira defender no Parlamento Europeu o «fim imediato do programa da troika» e o «reconhecimento da insustentabilidade da dívida pública portuguesa», no final das jornadas parlamentares conjuntas, em Setúbal.

«O PCP insistirá no fim imediato do programa da troika, na dissolução da troika e no reconhecimento da insustentabilidade da dívida pública portuguesa, o que pressupõe o início imediato de um processo de renegociação, nos seus juros, prazos e montantes, eliminando a componente ilegítima e fixando condições de pagamento adequadas às necessidades económicas, sociais e de desenvolvimento do país», afirmou o cabeça de lista da CDU às eleições europeias - que congrega PCP, «Verdes» e Intervenção Democrática -, João Ferreira.

O eurodeputado prometeu continuar a intervir em Bruxelas e Estrasburgo na defesa da uma «política alternativa, patriótica e de esquerda», pedindo o «reforço da CDU nas próximas eleições, com a eleição de mais deputados para a defesa dos interesses nacionais, dos trabalhadores e do povo português».

«Alargamento das áreas de acesso exclusivo às frotas nacionais, para lá das atuais 12 milhas, coincidindo com a Zona Económica Exclusiva, a revisão do Tratado de Lisboa, visando recuperar a soberania sobre os recursos marinhos», entre outras, foram as iniciativas anunciadas para o setor das pescas.

Em relação à agricultura, João Ferreira avançou com a ideia de implantar um «regime de preferência nacional, nos casos em que um Estado-membro se confronte com um elevado e persistente défice da balança agroalimentar», com a obrigatoriedade de quotas de comercialização em detrimento de produtos importados, por exemplo, bem como «a criação de um "Seguro Agrícola Público", financiado pela União Europeia, para garantir um rendimento mínimo aos produtores afetados por catástrofes naturais, doenças ou pragas», além da «rejeição da denominada "Lei das Sementes", que pretende proceder ao seu registo e patente».