O porta-voz do CDS elogiou hoje a proposta de reforma do Estado, sobretudo por pretender reduzir a fatura dos cidadãos, e advertiu o PS que não pode demitir-se de uma discussão fundamental para o futuro do país.

João Almeida afirma que o guião para a reforma do Estado irá «abrir uma discussão na sociedade portuguesa» e que expressa «compromissos do Governo».

«É algo de muito positivo de se conseguir ganhos de eficiência do lado do Estado, tendo em vista dois objetivos: Melhorar o serviço do Estado aos cidadãos e reduzir a fatura que os cidadãos pagam por esse Estado», afirmou o dirigente do CDS.

Depois das críticas feitas pelo PS ao documento apresentado por Paulo Portas, o porta-voz do CDS salientou que a proposta de reforma do Estado visa «reduzir burocracia e a carga fiscal», assim como «responsabilizar o Estado».

«Perceber que o maior partido da oposição não tem nada para dizer sobre isso e até se engasga para conseguir comentar o proposto, naturalmente serão os portugueses a fazer a pressão suficiente para que o PS perceba que não se pode demitir de uma discussão tão importante como esta. Pode divergir, mas não pode demitir-se. Traga as suas alternativas», apelou João Almeida.

João Almeida interrogou-se depois se o PS pode discordar de uma reforma que funde secretarias-gerais de ministérios para permitir ganhos de eficiência, ou que vise fundir serviços de inspeções para diminuir o peso burocrático do Estado.

«O PS pode demitir-se dessa discussão, mas certamente que merecerá depois uma avaliação negativa por parte dos portugueses. Acho que o PS virá ao encontro de uma discussão necessário. Rejeitar a discussão da reforma do Estado é uma demissão de responsabilidades que ninguém compreenderá», avisou o dirigente democrata-cristão.

Questionado sobre as críticas feitas pelo PCP aos objetivos do Governo com a reforma do Estado, João Almeida usou uma perspetiva distinta.

«PCP e reforma do Estado é uma contradição nos termos. Ninguém esperava que viesse da parte do PCP qualquer contributo para a reforma do Estado», declarou o porta-voz do CDS.