O PCP não vê «outra saída democrática digna» para a atual situação política do país «que não seja a dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições antecipadas», disse esta terça-feira Jerónimo de Sousa.

«Consideramos que o Presidente da República assume graves responsabilidades caso mantenha a sua posição de assistência deste espetáculo pouco digno deste Governo que está derrotado. A decisão de convocação de eleições e de dar a palavra ao povo é fundamental porque este povo português, que tanto lutou pela demissão do Governo para o derrotar, com certeza nessas eleições também vai reclamar e posicionar-se na rejeição deste pacto de agressão que tanto tem infernizado a vida aos portugueses», disse.

Poucos minutos após a declaração de Passos Coelho ao país, em que o primeiro-ministro anunciou não ter aceite o pedido de demissão de Paulo Portas, e anunciou que não pretende demitir-se, Jerónimo de Sousa apelou para que os portugueses saiam amanhã à rua para exigir a demissão do Executivo.

«O povo português deve continuar a lutar. Amanhã mesmo, fazemos um apelo aos democratas, aos patriotas e a todos os que têm sido atingidos por esta política, para que se manifestem na Baixa de Lisboa, persistindo, até à derrota final deste Governo».

Para o responsável do PCP, a intervenção de Passos Coelho foi uma intervenção «sem sentido» e o primeiro-ministro «recusa a ver que esta maioria já não existe, que este governo não tem saída, que o país precisa de uma alternativa».