O secretário-geral comunista apelou esta segunda-feira à adesão popular à Coligação Democrática Unitária (CDU), que inclui «Verdes» e Intervenção Democrática, na formalização da candidatura conjunta às eleições legislativas, destacando a marcha nacional de 6 de junho.

«Aos muitos que hoje, partilhando as nossas propostas, reconhecendo a nossa seriedade e coerência, se interrogam - perante o desastre que a política de direita cria para desanimar vontades, sobre o que podem fazer -, aqui lhes dizemos: juntem-se a nós, juntem-se à CDU, sejam parte ativa desta corrente de exigência de mudança, de alternativa, de futuro», afirmou Jerónimo de Sousa, em conferência de imprensa, no centro de trabalho Vitória (PCP), em Lisboa.


O líder comunista dirigiu-se «a todos os trabalhadores, jovens, mulheres e reformados, aos democratas e patriotas empenhados na rutura com a política de direita e o rumo de declínio» para participarem «na marcha nacional do próximo 6 de junho, na avenida da Liberdade, do Marquês de Pombal à Baixa, pela libertação e dignidade nacionais, por uma política patriótica e de esquerda», curiosamente a data apontada pelo secretário-geral socialista, António Costa, para apresentar o programa eleitoral «rosa».

«A marcha nacional ‘A força do povo, todos à rua por um Portugal com futuro', promovida pela CDU, será uma grande jornada de luta, de afirmação da força e da vontade do povo português num país desenvolvido, uma poderosa afirmação de que reside no povo a decisão soberana sobre o futuro que quer ver construído para as gerações presente e vindoura, uma afirmação de que está nas mãos dos trabalhadores e do povo decidir os seus destinos.»


A dirigente ecologista Heloísa Apolónia antecipou que «aqueles que são hoje maioria parlamentar e Governo vão usar muitas mistificações, deturpar muito do que fizeram e enganar muito pelos resultados atingidos» e «usarão a ilusão e também algumas medidas eleitoralistas».

«PSD e CDS chegaram ao Governo com base na mentira e usaram a austeridade em benefício da sua ideologia. Podemos nós admitir que o martírio do povo é sucesso do país? Que os cofres do país estejam cheios da pobreza instituída ao povo português?», questionou, referindo-se a declarações recentes da ministra das Finanças e classificando a política do atual executivo como «maquiavélica e bafienta».

O líder da Associação Intervenção Democrática, Corregedor da Fonseca, defendeu que «não se pode ficar indiferente e aceitar como factos consumados ou uma fatalidade» as políticas protagonizadas por Passos Coelho e Paulo Portas e sua «conceção neoliberal».