Jerónimo de Sousa almoçou esta quinta-feira, em Peniche, uma caldeirada em que faltou a sardinho, tendo responsabilizado os últimos governos PSD e PS pela falta desse peixe na costa portuguesa.

"Aconteceu alguma calamidade ou algum castigo divino para que hoje vejamos as nossas pescas a definhar e a indústria a desaparecer", questionou o secretário-geral do PCP, para logo responder que "não foi nenhuma calamidade nem nenhum castigo divino", mas antes "responsabilidade de governos sucessivos ao longo dos últimos anos".

Para o secretário-geral do PCP, a adesão à União Europeia veio "destruir o aparelho produtivo e as nossas pescas", em vez de ter trazido "paletes de dinheiro" ao país.

O líder comunista acusou ainda o atual Governo e a ministra da Agricultura e do Mar de terem uma "posição de vassalagem" perante as instâncias internacionais na aceitação da quota de sardinha atribuída a Portugal, cita a Lusa.

Jerónimo de Sousa alertou para as "consequências sociais e económicas brutais" que a proibição da pesca da sardinha "pode ter" para o país.

Em Peniche, "a indústria conserveira precisa de 30 mil toneladas e sem matéria-prima vai ficar em grandes dificuldades", exemplificou.

O líder comunista falava durante um almoço com pescadores e simpatizantes comunistas, em Peniche, depois de visitar o Edifício de Investigação da Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar, pertencente ao Instituto Politécnico de Leiria, e os Estaleiros Navais de Peniche.