O responsável pelas relações internacionais do CDS-PP, Luís Queiró, defendeu, esta terça-feira, um maior envolvimento da comunidade internacional para resolver o conflito israelo-palestiniano e a recuperação do Quarteto para a paz no Médio Oriente.

Luís Queiró sublinhou «ver com esperança o cessar-fogo de 72 horas em vigor e a retirada israelita da Faixa de Gaza, bem como o início de negociações no Cairo entre as duas partes».

«Defendemos uma solução negociada para o conflito (...) para que os dois Estados possam, no futuro, viver lado a lado e em segurança», disse.

O deputado do CDS-PP falava à Lusa depois de encontros mantidos na segunda-feira e hoje, respetivamente, com a embaixadora de Israel em Lisboa, Tzipora Ramon, e com o embaixador da missão diplomática da Palestina, Hikmat Ajjuri.

«A nível diplomático, nenhum (dos embaixadores) é favorável à ação militar, embora a embaixadora de Israel defenda o direito à segurança do seu país, e o embaixador da Palestina o direito à resistência», afirmou em contacto telefónico.

«O nosso objetivo [para estes encontros] relacionava-se com a terrível situação que se vive na região, e sobre a qual entendemos manisfestar a nossa preocupação e debater possíveis vias de saída, para verificar se podíamos contribuir, junto das instâncias internacionais, para uma solução duradoura para o conflito», acrescentou o presidente do congresso do CDS-PP.

Para Luís Queiró, só a «vontade política internacional» pode permitir aos dois povos, «muito presos a ódios», construir a paz.

«Para substituir a guerra pela paz, é preciso que Israel concretize o princípio de negociação com o Estado palestiniano, e é imprescindível que o movimento radical palestiniano Hamas aceite a existência do Estado israelita e abandone o terror», declarou.

A 08 de julho, Israel lançou a operação «Margem Protetora» para responder, com ataques aéreos, ao disparo de foguetes palestinianos contra território israelita.

A 17 de julho, deu início à operação terrestre para destruir túneis construídos e usados pelo Hamas em ataques contra zonas fronteiriças.

Pelo menos 1.850 palestinianos morreram em cerca de um mês. Do lado israelita, 64 soldados e três civis morreram nos confrontos.

Hoje, às 05:00 TMG (06:00 em Lisboa), um cessar-fogo de 72 horas, aceite por Israel e pelo Hamas, entrou em vigor na Faixa de Gaza, com a retirada do exército israelita do enclave.

O Hamas é considerado uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos e UE.