A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou eta quinta-feira estar a investigar casos relacionados com o ex-autarca de Gaia, Luís Filipe Menezes, adiantando que «até ao momento não foram constituídos arguidos».

Em resposta escrita enviada à Lusa, fonte oficial da PGR referiu que «a matéria objeto de notícias publicadas encontra-se em investigação e está em segredo de justiça».

A Câmara de Gaia confirmou esta quinta à Lusa que a Polícia Judiciária (PJ) fez buscas a «vastos documentos» da autarquia e das empresas municipais Águas de Gaia e Gaianima relativos ao mandato anterior, liderado pelo social-democrata Luís Filipe Menezes.

«A Câmara de Gaia foi alvo de uma inspeção do Tribunal de Contas iniciada em abril de 2013», referiu fonte da autarquia à Lusa, acrescentando não saber se foi «fruto dessa inspeção» que «foram feitas entretanto buscas pela PJ a vastos documentos da Câmara de Gaia, Águas de Gaia e Gaianima, relativos ao mandato anterior».

Fonte ligada ao processo adiantou à Lusa que a PJ está a investigar Luís Filipe Menezes, como noticia o «Correio da Manhã» (CM).

Em causa estarão divergências de milhões entre o que o social-democrata possui e o que declara, adianta o CM, acrescentando que terá sido pedido o levantamento do segredo bancário do ex-autarca.

A Lusa tentou contactar Luís Filipe Menezes, mas até ao início da tarde tal não foi possível.

Na sua página pessoal da rede social Facebook, Menezes colocou hoje uma publicação em que diz desconhecer «completamente a infâmia» descrita no CM.

«Desconheço completamente a infâmia lá descrita», refere, acrescentando ter visto a notícia do CM sobre o seu património e seriedade «com revolta e perplexidade».

O antigo presidente da Câmara de Gaia adianta ainda que responderá de imediato «com todos os meios que o Estado de Direito tem à sua disposição».

Fonte da autarquia referiu que o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, entende que, «em respeito do bom nome das pessoas e do segredo de justiça, não se deve pronunciar» sobre este caso.

As buscas realizadas na Câmara de Gaia e nas duas empresas municipais tiveram início em julho.