O relatório preliminar sobre o inquérito parlamentar relativo à aquisição de equipamentos militares pelo Estado português ficou quinta-feira por entregar aos serviços devido à desformatação do texto, segundo fonte do grupo parlamentar do PSD.

No calendário consensualizado, embora com protestos por parte de PS, PCP e BE, a deputada-relatora, a social-democrata Mónica Ferro, tinha até ao final do dia para enviar para os serviços da Assembleia da República o documento para análise e eventual sugestão de alterações pelos diversos partidos, mas tal não aconteceu até à meia-noite, tendo o funcionário encarregado da receção abandonado o Palácio de São Bento.

A parlamentar do PSD, entre outros elementos, estará a tentar recuperar o texto de forma a enviá-lo o mais depressa possível e já informou o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito aos Programas de Aquisição de Equipamentos Militares (aeronaves EH-101, P-3 Orion, C-295, F-16, torpedos, submarinos U-209 e blindados Pandur II), o democrata-cristão Telmo Correia, do «problema informático» sucedido.

«Estranhamos e aguardamos pacientemente o relatório e uma explicação», disse à Lusa o deputado-coordenador do maior partido da oposição, o socialista José Magalhães, enquanto o comunista Jorge Machado confirmava também nada ainda ter recebido até ao momento.

Os vários grupos parlamentares terão até 07 de outubro para sugerir alterações, caso não haja outra decisão em virtude deste atraso.

A discussão e votação do relatório está agendada para 08 de outubro e será votada em plenário a 17 de outubro, segundo decisão da conferência de líderes.