O PS reagiu aos números do desemprego divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística - que deu conta de uma subida da taxa para 14,1% em fevereiro - dizendo, através da socialista Inês de Medeiros, que a realidade «desmente» o Governo. 

«Os números do INE são uma má notícia, um alerta muito sério e uma dolorosa constatação. São um desmentido do discurso de autoproclamação que o Governo tem feito nos últimos meses», ao investir na criação números de «desemprego mais favoráveis»


O PSD já respondeu, assumindo uma situação «ainda muito delicada», mas defendendo que a tendência é «inequívoca», de descida, e considerando que os socialistas só olham para os números que lhes convém. 

Voltando a Inês de Medeiros, a socialista argumentou que passar «a barreira psicológica dos 14%» vem «demonstrar que não houve reformas estruturais no mercado de trabalho, ao contrário do que o Governo vem dito». 

Daí que, constatou, «as políticas ativas de emprego não passaram de apoio ao trabalho precário, via estágios, para camuflar uma realidade». «Essa realidade é aquela que nos deve preocupar», reforçou.

«Ainda há muito para fazer. Houve muito tempo perdido e más apostas»


Já confrontada com o aumento do clima económico, em março, Inês de Medeiros afirmou que «a confiança é sempre uma boa notícia, mas estamos a falar em expectativas». 

Da parte do PCP, José Lourenço assinalou que « apesar de toda a manipulação a que o Governo tem recorrido para fazer baixar a taxa de desemprego, através dos estágios, dos cursos de formação e dos contratos de emprego-inserção, o que verificamos é que a taxa de desemprego não para de aumentar».

Pedro Filipe Soares, do Bloco de Esquerda, diz que o discurso do Governo «de que a economia está a florescer e no o rumo certo vê-se que na prática não está a existir». «Foram 12 mil as pessoas que ficaram sem emprego em fevereiro. É uma brutalidade», lamentou, ironizando: «Os cofres estão cheios é de desemprego»