O PSD afirmou-se, esta quinta-feira, satisfeito com os «sinais indesmentíveis» de recuperação da economia portuguesa, ao comentar os últimos números sobre o crescimento divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo dados divulgados hoje pelo INE, a economia portuguesa cresceu 0,6% no segundo trimestre deste ano face ao primeiro e 0,8% face a igual período do ano passado.

Numa declaração à imprensa do deputado e vice-presidente social-democrata Pedro Pinto, o PSD considera que os valores divulgados contrariam «o habitual discurso derrotista da oposição, designadamente do PS», e salienta que este é o terceiro trimestre com crescimento homólogo positivo, o que não acontecia desde 2010.

No documento, Pedro Pinto enfatiza que Portugal registou o segundo maior crescimento da Zona Euro, com o mesmo resultado que Espanha e Eslováquia (0,6 por cento), apenas atrás da Letónia (1 por cento), e nota que a economia alemã sofreu uma contração.

«O PSD não pode deixar de notar ainda que este crescimento ocorre num contexto internacional adverso, com os riscos geopolíticos a dispararem consideravelmente nos últimos três meses, com a agudização de conflitos na Europa do Leste, no Médio Oriente e no Norte de África», afirma na nota.

Pedro Pinto diz que o crescimento do PIB é consequência da revitalização do tecido empresarial e acrescenta que há uma semana, o INE «observou um significativo crescimento do emprego, aliado a um aumento das exportações de bens e do volume de negócios na indústria».

São «indicadores claros» de que as empresas portuguesas «estão a empurrar o país para a recuperação económica», alega o PSD, que acusa o PS de «parecer ignorar, desvalorizar ou reagir zangado às notícias positivas para Portugal».

O líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, considerou «muito positivo» o crescimento da economia portuguesa de 0,6% em cadeia e 0,8% em termos homólogos, salientando que o mérito é das empresas portuguesas.

«Esta é uma notícia positiva e é mérito das empresas, dos empresários, dos trabalhadores portugueses, que conseguiram numa altura em que a zona euro tem um crescimento nulo em termos consecutivos e um crescimento homólogo abaixo de Portugal. Eu creio que estes números são muito significativos», disse Lusa Nuno Magalhães.

De acordo com o líder parlamentar do CDS, os números indiciam consistência e devem servir de motivação para se continuar a fazer um bom trabalho não só na redução de reformas, mas também na ajuda aos empresários portugueses.

«Devem servir de motivação para que num momento dificílimo como o que Portugal está a passar possamos continuar com este crescimento», disse.

Nuno Magalhães lembrou que nos últimos 15 dias já tinha sido anunciada uma descida sensível do desemprego, ainda que mantendo valores elevados.

«Tivemos também conhecimento do aumento de 8% nas exportações e de uma execução de fundos comunitários na agricultura, absolutamente recorde de 86%. Por isso, estes números hoje divulgados são muito importantes», disse.

Segundo o líder parlamentar do CDS, estes números vêm revelar que alguns políticos estavam enganados quando se referiam a uma recuperação económica de «sol de pouca dura».

«Tivemos um não crescimento no primeiro trimestre por isso, importava saber se tinha sido apenas um percalço ou se tinha sido como alguma oposição dizia (...) que teria sido uma recuperação económica de sol de pouca dura. Recordo as declarações do secretário-geral do PS ou de Francisco Assis, que dizia ser a prova da inconsistência da recuperação económica, e de uma oposição mais à esquerda que falava em propaganda. Ora enganaram-se e ainda bem que se enganaram», disse.