A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu que os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística expressam um crescimento económico anémico face ao necessário para o país e ao prometido pelo Governo. PSD fala em "erro da estratégia". 

"Estes números são uma pequenina correção, mas não nos tiram de um crescimento muito anémico para aquilo que seria necessário e para aquilo que foi prometido por este mesmo Governo", disse Assunção Cristas aos jornalistas, após uma visita ao Centro Social e Paroquial de Arroios, em Lisboa.

A economia portuguesa cresceu 0,9% no segundo trimestre face ao período homólogo e 0,3% em relação ao trimestre anterior, segundo o INE, que reviu hoje em alta em 0,1 pontos percentuais cada um dos valores.

Numa análise por componentes, o INE indica que "o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB diminuiu significativamente, passando de 1,7 pontos percentuais no primeiro trimestre de 2016 para 0,6 pontos percentuais", o que ficou a dever-se a "um crescimento menos intenso das despesas de consumo final e uma redução mais expressiva do investimento".

"É irrelevante. O primeiro trimestre foi 0,9%, o segundo trimestre é 0,9% também. Lembro que no ano passado, no mesmo período, estávamos a crescer 1,5%", declarou Cristas.

Por seu turno, a vice-presidente do PSD, Maria Luís Albuquerque, afirmou que a tendência negativa das variáveis mais relevantes do crescimento económico reveladas pelo INE torna “indesmentível” que o modelo económico do Governo está a conduzir a economia à estagnação.

Em conferência de imprensa na sede do PSD, Maria Luís Albuquerque considerou que "os dados que hoje são públicos confirmam o falhanço do modelo económico que está a ser posto em prática Portugal", exemplificando que "o consumo privado, que era o suposto motor do crescimento, está em desaceleração" e que "o elemento mais preocupante é a confirmação da evolução muito negativa do investimento".

"Não estamos a falar de previsões ou de convicções sobre se o modelo económico funciona ou não. Estamos a falar de dados e factos e é indesmentível que este modelo está a conduzir a economia a uma situação de estagnação", vincou, apelando ao Governo para que "haja um reconhecimento do erro da estratégica antes que seja tarde de mais", como cita a Lusa.