O Governo vai ajudar na reconstrução da Madeira depois dos incêndios, segundo o primeiro-ministro que está de visita à ilha. António Costa remeteu para o final da mesma os pormenores concretos sobre os apoios, mas deixou a mensagem de que é preciso reconstruir o que se perdeu "com urgência".

"É preciso passar à fase seguinte com urgência", a de reconstrução.

O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, estima que os prejuízos materiais provocados pelos fogos alcancem os 55 milhões de euros em bens privados e públicos.

Perante a insistência dos jornalistas sobre os valores dos apoios em concreto, António Costa respondeu apenas que, "dentro em breve, no final da reunião, teremos condições para poder responder de uma forma útil às perguntas que queiram formular". "Nós viemos cá para ver qual é o novo apoio que podemos dar", rematou. 

Depois da visita do Presidente da República, segue-se então a do chefe de Governo, que aterrou esta tarde no Funchal, acompanhado de outros elementos do Governo.

"Há aqui condições para, trabalhando com o Governo Regional e as autarquias locais, ajudarmos solidariamente nessa segunda fase", disse ainda. Assumindo que "com certeza que há muito para reconstruir", congratulou-se com o facto de "haver já várias famílias a trabalhar", 

O primeiro-ministro não comentou ainda as declarações da ministra da Administração Interna, que se mostrou insatisfeita com o apoio anunciado até agora dos parceiros europeus para o combate aos incêndios. "Esperava mais solidariedade"