O PSD manifestou-se hoje preocupado com o prejuízo para os lisboetas e a imagem de Lisboa causado pela falta de recolha do lixo e assegura que nenhum trabalhador terá os direitos afetados pela transição deste setor para as freguesias.

«Pela nossa parte, achamos que o poder da palavra é tão importante quanto o poder da credibilidade. E nós dissemo-lo em reunião de câmara: nenhum trabalhador será afetado nos seus legítimos direitos pela transição que vai ser feita, em razão da lei, para as juntas de freguesia. É o que assumimos», disse à agência Lusa o vereador social-democrata Fernando Seara.

O autarca revelou que aos vereadores do PSD na Câmara Municipal de Lisboa (CML) têm «chegado queixas relevantes de hoteleiros e da restauração», pelo que «estão muito preocupados com a situação do lixo, desde logo pelos lisboetas, mas também pelos turistas e pela imagem» da cidade, «num tempo em que a atratividade de Lisboa é um bem fundamental para a economia de Lisboa, da Área Metropolitana e também de Portugal».

O vereador destacou, ainda, «que houve muito tempo para a negociação e para a explicação aos trabalhadores e às suas estruturas sindicais» do que acontecerá com a transição da recolha do lixo para as juntas de freguesia.

Os trabalhadores da Divisão de Limpeza Urbana da CML iniciaram uma greve total entre as 00:00 da passada terça-feira e as 05:00 de hoje e mantêm uma greve às horas extraordinárias até dia 05 de janeiro.

A greve foi convocada em protesto contra a transferência de competências da Câmara para as juntas de freguesia - nomeadamente a limpeza e recolha de lixo - e a «privatização de serviços públicos essenciais».

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), disse na sexta-feira que os problemas de higiene urbana decorrentes da greve na recolha do lixo só devem estar resolvidos a partir do dia 10 de janeiro.