O conselheiro nacional do PSD Miguel Relvas defendeu na segunda-feira à noite que é tempo de definir uma proposta para as legislativas e que os sociais-democratas devem estabelecer um acordo de coligação com o CDS-PP.

Numa intervenção escrita, que leu na reunião do Conselho Nacional do PSD, à qual a agência Lusa teve acesso, o ex-ministro adjunto do primeiro-ministro referiu que, segundo as sondagens, «hoje, o PS ganharia as eleições», mas acrescentou que faltam «cerca de nove meses» e concluiu que é preciso «arregaçar as mangas» e «começar desde já a inverter esta tendência».

Segundo Miguel Relvas, este é o momento indicado para PSD e CDS-PP apresentarem um projeto de governação, uma «parceria estratégica para os próximos quatro anos», que deve também tratar da questão da escolha do próximo Presidente da República, a eleger no início de 2016.

O antigo secretário-geral do PSD considerou que a atual maioria ultrapassou «com sucesso» o período de emergência, mas que não lhe basta apresentar resultados para disputar a vitória nas legislativas de 2015.

Advogando que é necessário impedir «que se enquiste a ideia de que o PS vai ganhar», defendeu: «É tempo de arregaçar as mangas e definir com o nosso parceiro de coligação o tempo e o modo da proposta que iremos submeter aos portugueses. Quanto ao tempo, como já tive ocasião de afirmar publicamente, considero que estamos no momento indicado para apresentar um projeto de governação para os próximos quatro anos».

«É neste pressuposto básico que defendo que deve ser renovado o acordo de coligação, numa parceria estratégica para os próximos quatro anos. Primeiro, porque os portugueses esperam de nós verdade e clareza quanto à proposta de governação para os próximos anos. E depois, porque importa que, tão cedo quanto possível, coloquemos todas as nossas atenções na concretização da mesma», prosseguiu.

Manifestando-se convicto de que «esta é também a vontade» do CDS-PP, Miguel Relvas insistiu: «Vamos então trabalhar no sentido de concretizar o acordo para a nova legislatura, o qual não pode deixar de fora uma tão relevante quanto determinante eleição, qual seja a do próximo Presidente da República».