A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, disse esta quarta-feira que o Governo fechou com Bruxelas medidas para a instalação de jovens agricultores, no âmbito do novo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020.

«Temos tido uma grande afluência de jovens a instalarem-se no setor, queremos que ela se mantenha e se possível até que se intensifique, com os pés assentes na terra, com um bom apoio das organizações de agricultores», disse Assunção Cristas à agência Lusa, na Guarda, onde participou no congresso 'Política Agrícola Horizonte 2020 - Estratégia Nacional'.

A ministra referiu que o Governo fechou «ainda ontem [terça-feira], com Bruxelas, a negociação, precisamente do ponto dos jovens agricultores, para garantir que o prémio que eles têm à instalação, no início é para todos igual, mas depois vai crescendo à medida que o próprio investimento cresce, no fundo, dando mais apoio àqueles que, de facto, investem mais».

«Isso é uma forma de garantir que os próprios investimentos são sustentáveis e que as pessoas fazem as contas bem feitas, porque esse é um aspeto muito importante», acrescentou.

Referiu ainda que o Governo quer ter jovens agricultores a instalarem-se, mas também «que eles continuem no setor, passados cinco anos e passados dez anos».

Já no seu discurso, proferido no grande auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG), escutado por cerca de 600 agricultores e dirigentes associativos da região, referiu que no próximo quadro comunitário haverá, para os jovens agricultores, «uma majoração maior daquilo que é o apoio ao investimento que passará a estar na casa dos 60%».

«Tudo visto, os jovens ficarão tão bem ou melhor do que estavam no regime atual e com os incentivos certos para fazerem investimento com racionalidade e com preocupação de sustentabilidade», observou.

Na sua intervenção, a ministra da Agricultura lembrou as diversas medidas de apoio ao setor agrícola e as várias opções nacionais, referindo que, no PDR 2020, houve preocupação em apresentar uma proposta «inclusiva».

O congresso 'Política Agrícola Horizonte 2020 - Estratégia Nacional', que decorre hoje na cidade da Guarda, é promovido pela Acriguarda - Associação de Criadores de Ruminantes do Concelho da Guarda, que tem cerca de quatri mil associados.

Agricultura «dá os sinais mais positivos» da economia nacional

A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, disse, na Guarda, que o país deve continuar a apostar na agricultura, setor que «dá os sinais mais positivos» da economia nacional.

Segundo Assunção Cristas, o país deve manter a aposta na agricultura, onde todos são necessários, «dos mais novos aos mais experientes, das pequenas explorações às grandes explorações».

«Todos têm um papel a desempenhar no nosso país, na nossa economia, na nossa sociedade», afirmou hoje, na Guarda, durante o congresso "Política Agrícola Horizonte 2020 - Estratégia Nacional", realizado pela Acriguarda - Associação de Criadores de Ruminantes do Concelho da Guarda.

Na sua intervenção, escutada por cerca de 600 agricultores e dirigentes associativos, a ministra fez, ainda, «um apelo transversal para que se organizem e se juntem», acrescentem valor às produções e para que ajudem o país a, em 2020, atingir a «eliminação do défice agroalimentar».

Assunção Cristas disse também que a agricultura «dá os sinais mais positivos» da economia nacional: «Quando todos regrediam nós estávamos a crescer, quando não havia oásis este era um oásis».

«Os últimos números do ano passado dizem que a nossa produção aumentou em valor em 12%, no ano anterior tinha sido de 9%. É uma tendência que vem, no final de dez anos em que estávamos sempre a perder valor acrescentado, isso é extraordinariamente positivo», disse.

Referiu também que as exportações continuam a crescer e apelou à internacionalização, à continuação do investimento e à inovação «o mais possível».

Na passagem pela Beira Interior, a ministra da Agricultura tinha ainda como destino Castelo Branco, para presidir à cerimónia de assinatura do protocolo do Centro de Competências da Apicultura e da Biodiversidade, que terá sede no edifício do Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar daquela cidade.

Aquela unidade tem como missão «promover o desenvolvimento sustentável e competitivo da fileira apícola nacional, nas vertentes socioeconómica, formativa, técnica e ambiental, a nível nacional», segundo os seus promotores.

Surge num momento «em que se observa elevado dinamismo no setor, e antevendo-se que a apicultura desempenhe um papel de relevo e tenha uma importância crescente na sustentabilidade e desenvolvimento das áreas rurais», acrescentam.

São parceiros do projeto o Ministério da Agricultura e do Mar, a Câmara Municipal de Castelo Branco, a Federação Nacional dos Apicultores de Portugal, o Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar de Castelo Branco e a InovCluster - Associação do Cluster Agroindustrial do Centro.

Estão ainda envolvidos os institutos politécnicos de Castelo Branco e de Bragança, as universidades de Coimbra, do Algarve, de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Instituto Nacional de Investigação Agronómica e Veterinária, a Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares e a Associação Nacional da Indústria para a Proteção das Plantas.