A maioria de esquerda na Assembleia da República chumbou os projetos de lei do PSD e do CDS-PP para a atualização do valor das pensões mínimas, sociais e rurais ao nível da inflação.

Os projetos de lei foram chumbados com os votos contra do PS, BE, PCP e PEV e os votos a favor do PSD, CDS-PP e PAN (Pessoas-Animais-Natureza).

Após a votação, o deputado centrista Filipe Lobo D´Ávila disse aos jornalistas que "caiu a máscara" à esquerda, particularmente a PCP e BE que antes das eleições prometiam "aumentos de 25 euros por mês para depois das eleições acabarem a aceitar aumentos inferiores a 1 euro por mês".

No debate destas iniciativas, na quinta-feira, o PCP, através da deputada Rita Rato, disse que os comunistas estavam a trabalhar para um aumento real das pensões em 2016, e Sónia Fertuzinhos rebateu os números de PSD e CDS, segundo os quais estes projetos de lei aumentariam pensões a mais de um milhão de pessoas.

"O Governo do PS aumenta 2,5 milhões de pensões, a proposta do PSD e do CDS só aumentaria 900 mil pensões. Mais, o Governo do PS aumenta este ano todas as pensões, independentemente das carreiras contributivas até ao valor de 628 euros, a proposta do PSD e do CDS só se propõe aumentar as pensões mínimas até 15 anos de descontos", declarou na altura Sónia Fertuzinhos.