O presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF (SCIF), Acácio Pereira, considera Eduardo Cabrita um ministro “com peso político”, de quem espera uma mudança na “indefinição” que é o Ministério da Administração Interna.

Em declarações à Agência Lusa o responsável sindical comentava assim a nomeação de Eduardo Cabrita para substituir Constança Urbano de Sousa no Ministério da Administração Interna.

O primeiro-ministro propôs hoje ao Presidente da República a nomeação de Eduardo Cabrita para o cargo de ministro da Administração Interna e de Pedro Siza Vieira para o substituir no cargo de ministro-Adjunto do primeiro-ministro.

Para o sindicato da carreira de investigação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) é preciso que o novo ministro "mude o estado de coisas” no Ministério.

Espero que sejam criadas as condições para que se volte a um clima de estabilidade, importante numa estrutura policial como a do SEF”, disse Acácio Pereira.

O responsável adiantou que espera nomeadamente que o SEF seja dotado dos meios para responder às necessidades dos cidadãos.

Homem de “grandes decisões”, diz Liga de Bombeiros

O presidente da Liga de Bombeiros Portugueses (LBP) afirmou que o Ministério da Administração Interna estava a precisar de alguém com “dimensão e experiência política”, considerando Eduardo Cabrita um homem de “grandes decisões”.

Conheço o ministro Eduardo Cabrita há muitos anos, sei que é um homem de grandes decisões, um homem aberto, que aposta na descentralização, tem ligação às autarquias, um parceiro fundamental da proteção civil, e que tem grande proximidade ao primeiro-ministro”, disse à agência Lusa Jaime Marta Soares.

O presidente da LBP afirmou que o primeiro-ministro, António Costa, escolheu alguém muito próximo de si, explicando que é um sinal que “quis dar ao MAI um sentido de responsabilidade maior, entendendo como um ministério de extrema importância”.

Esta escolha é um sinal de alto sentido de responsabilidade, o ministério estava a precisar desta dimensão política e desta experiência política”, salientou.

Marta Soares referiu que o importante é que o ministro venha “imbuído de um espírito de colaboração, de entendimento e da procura de soluções” para a proteção civil.

Estou convencido de que quem vier assim encontrará dos bombeiros portugueses toda a abertura para encontrar soluções que estabilizem o setor e desenvolvam tudo o que importa para que possamos ser um país moderno nesta área da proteção civil”, referiu.

O responsável acrescentou que a LBP vai estar disponível para conversar e negociar com o novo ministro, afirmando que os “objetivos que desejamos e que importam à sociedade portuguesa não têm sido atingidos”.

Temos propostas que colocámos em cima da mesa e apresentamos hoje ao primeiro-ministro. Espero que o saber e competência de um homem com grande experiência politica possa ser uma alavanca que abra as portas de um futuro de diálogo e da procura de soluções que têm emperrado”, concluiu.

Bombeiros profissionais "satisfeitos"

O presidente da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais (ANBP), Fernando Curto, considerou uma “boa escolha” o nome de Eduardo Cabrita para o MAI.

Ficámos satisfeitos, os bombeiros e a proteção civil irão beneficiar”, disse Fernando Curto à Lusa.

O primeiro-ministro propôs hoje ao Presidente da República a nomeação de Eduardo Cabrita para o cargo de ministro da Administração Interna e de Pedro Siza Vieira para o substituir no cargo de ministro-Adjunto do primeiro-ministro.

Só temos boas referências, não só como político mas também como técnico. Conhece as matérias que nos dizem respeito, a temática e a orgânica da proteção civil e dos bombeiros”, disse o presidente da ANBP à Lusa, adiantando que Eduardo Cabrita tem todas as condições para “fazer uma boa governação”.

Eduardo Cabrita, acrescentou Fernando Curto, tem estado “direta e indiretamente” ligado à temática dos bombeiros e “sempre ouviu” sindicatos e associações.

Já trabalhámos com ele e ficámos satisfeitos”, concluiu Fernando Curto.

Profissionais da GNR esperam ministro com peso político e sem promessas vãs

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) espera que o ministro da Administração Interna indigitado, Eduardo Cabrita, “venha com vontade de resolver os problemas” dos profissionais da guarda, esperando “peso político” no Governo e não “promessas vãs”.

O que pedimos, de facto, é que o novo ministro venha com vontade, não com promessas vãs, que disso já estamos fartos, mas que queira resolver”, disse à Lusa César Nogueira, presidente da APG/GNR.

César Nogueira disse que os problemas com os quais Eduardo Cabrita vai ter que lidar “não são tão poucos quanto isso”, destacando a falta de meios humanos e operacionais na Guarda Nacional Republicana (GNR).

Numa primeira reunião, que a APG/GNR vai em breve solicitar ao novo ministro, César Nogueira espera também ver esclarecidos alguns aspetos da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), entre os quais a forma como se vai processar, “se é que se vai processar”, o descongelamento das carreiras para os profissionais da guarda.

Esperamos que venha para resolver, que tenha peso político junto do Governo para puxar pela tutela das polícias”, disse César Nogueira.

O presidente da APG/GNR espera também que a substituição a meio da legislatura não signifique atrasos na resolução das questões referentes à GNR.

As substituições nunca são muito boas, porque agora o novo ministro vai querer inteirar-se de todos os diplomas, de todos os aspetos, e isso é sempre perder tempo. Tempo é coisa que já não temos, por isso esperemos que já tenha conhecimento de todas as matérias e de todas as dificuldades que a GNR tem para começarmos a trabalhar”, disse.

O responsável da associação disse ainda que os guardas não vão aceitar que os problemas se arrastem, uma vez que “a GNR está quase no limite, quase em rutura, porque não consegue fazer face a todas as situações e os seus profissionais andam completamente desmotivados”.

Profissionais de Polícia esperam ministro "com energia para pegar no dossiê”

 A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP) espera que o ministro da Administração Interna indigitado “venha com energia” para pegar no dossiê das polícias e com vontade de executar um conjunto de diplomas que estão em negociação.

O primeiro-ministro, António Costa, propôs hoje ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a nomeação de Eduardo Cabrita para o cargo de ministro da Administração Interna, na sequência da demissão de Constança Urbano de Sousa, esta manhã.

Nós não conhecemos particularmente o senhor ministro na área da Segurança Interna, mas esperamos que ele venha com vontade de concretizar um conjunto de diplomas que estão em cima da mesa, que estavam a ser negociados e debatidos com a ex-ministra da Administração Interna”, disse à agência Lusa Paulo Rodrigues, presidente da ASPP.

Para o dirigente sindical, o próximo titular da pasta do Ministério da Administração Interna (MAI) deve assumir o cargo com vontade de resolver as questões pendentes deixadas pela antecessora.

O mais importante é que, de facto, venha com energia suficiente para assumir todas as situações que estão em cima da mesa, e que são muitas, tendo em conta que houve até uma manifestação recentemente das forças e serviços de segurança. Esperemos que venha com a energia necessária para pegar no dossiê das polícias, e, neste caso em concreto, da Polícia de Segurança Pública, e que venha com vontade de concretizar”, declarou Paulo Rodrigues.