A Comissão Política do PS aprova esta quinta-feira o regulamento do seu Gabinete de Estudos, organismo liderado por João Tiago Silveira, aberto a independentes nos lugares de direção e que coordenará a elaboração do programa de Governo.

Além da análise da situação política, a aprovação do regulamento do novo Gabinete de Estudos será outro dos pontos da ordem de trabalhos da Comissão Política Nacional do PS, que se reúne pela primeira após o congresso que ratificou a liderança de António Costa em novembro passado.

Com a eleição de António Costa para o cargo de secretário-geral, ficou decidido que o Gabinete de Estudos do PS seria reativado, depois de a anterior liderança de António José Seguro o ter substituído pelo Laboratório de Ideias de Propostas para Portugal (LIPP).

Fonte da direção do PS ressalvou no entanto à agência Lusa que o trabalho feito pelo anterior LIPP desde 2012, assim como os elementos que envolveu, serão agora «integrados» no novo Gabinete de Estudos, que terá como diretor o ex-secretário de Estado da Presidência João Tiago Silveira.

Tal como acontecia com o LIPP, também o Gabinete de Estudos do PS estará aberto à participação de independentes, mas a direção de António Costa pretendeu ir ainda mais longe nesse aspeto.

A proposta de regulamento será submetida à apreciação e votação da Comissão Política do PS, à qual a agência Lusa teve acesso, prevê mesmo a possibilidade de cidadãos simpatizantes poderem integrar a direção do organismo.

Uma das tarefas prioritárias do Gabinete de Estudos do PS será a coordenação da elaboração do futuro programa eleitoral dos socialistas.

Nesse sentido, o Gabinete de Estudos deverá ligar o trabalho programático que será desenvolvido pelos diferentes grupos setoriais - trabalho que tem como base os pilares já definidos no documento aprovado em congresso, «Agenda para a Década».

Outro objetivo do Gabinete de Estudos do PS passa por uma «abertura à sociedade», através da realização de um trabalho de proximidade com associações e entidades diversas.

Entre os princípios de ação do Gabinete de Estudos estão a promoção de debates ou de conferências, a elaboração de propostas concretas (acompanhadas da devida calendarização e impacto estimado) e a «ligação aos cidadãos, à sociedade e aos parceiros sociais», assim como aos meios académicos, cita a Lusa.