O cabeça de lista socialista às eleições europeias, Francisco Assis, salientou este sábado que acredita na palavra do ministro da Saúde, Paulo Macedo, ao contrário do que acontece com outros membros do Governo PSD/CDS.

Francisco Assis falava aos jornalistas após visitar a II Feira da Saúde de Macedo de Cavaleiros, depois de ser questionado pela imprensa local sobre a polémica em torno do eventual fim de serviço do único helicóptero existente dedicado a emergências médicas.

Confrontado com a garantia do ministro da Saúde de que o helicóptero do INEM se manterá em Macedo de Cavaleiros, Assis disse não duvidar da palavra de Paulo Macedo, ao contrário do que poderia suceder se o compromisso fosse assumido por outro membro do Governo.

«Não tenho razões para duvidar da palavra do ministro da Saúde, não me comporto na vida política dessa forma. Se fossem outros membros do Governo teria muitas, muitas razões para duvidar. O ministro da Saúde, apesar de tudo, não é daqueles em relação aos quais eu tenha razões para ter uma dúvida em relação à sua palavra», declarou o dirigente do PS.

A saída do helicóptero do distrito de Bragança «seria muito negativa para esta região», acrescentou ainda o candidato ao Parlamento Europeu.

Acompanhado pelo ex-ministro Pedro Silva Pereira e pelo secretário nacional para a Organização do PS, Miguel Laranjeiro, Francisco Assis visitou vários stands da feira da saúde, incluindo espaços representativos de ligas de amigos de centros de saúde do nordeste transmontano ou lojas para a promoção de artigos regionais.

«Hoje já comi um rato», desabafou Francisco Assis, com Pedro Silva Pereira a completar: «Não é muito doce, não é muito doce». Assis e Silva Pereira tinham acabado de provar um doce com ovos e amêndoa em forma de rato.

Pedro Silva Pereira, que é muitas vezes descrito como «número dois» dos executivos de José Sócrates, ou como «o ex-braço-direito» de José Sócrates, ouviu hoje duas senhoras socialistas referirem-se a ele como «o senhor que foi vice-primeiro-ministro».

Um jornalista corrigiu as senhoras, dizendo-lhes que Pedro Silva Pereira foi na realidade ministro da Presidência dos dois executivos de José Sócrates, que não tinha nenhum vice-primeiro-ministro na orgânica da sua equipa.