O dirigente socialista Francisco Assis afirmou hoje que a sua candidatura pelo PS ao Parlamento Europeu representará «o bloco central e estruturante» da esquerda e rejeitou a tese de que as eleições são um teste à oposição.

Francisco Assis falava aos jornalistas no final do primeiro dia das Jornadas Parlamentares do PS, depois de confrontado com a acusação do Bloco de Esquerda de que a sua candidatura se identifica com o espírito político do «Bloco Central» PS/PSD.

«A minha candidatura é evidentemente do bloco central e estruturante da esquerda portuguesa. Quanto ao resto, são pequenas considerações que não contribuem para que o debate se trave da forma mais esclarecedora. Vou concentrar-me em fazer permanentemente uma campanha pela positiva, porque é urgente reconciliar os portugueses com as instituições democráticas», declarou.

Ainda de acordo com o cabeça de lista socialista nas próximas eleições europeias, o PS terá a preocupação de sustentar as suas posições da forma «mais clara possível, sem recurso a truques ou demagogias, tendo em vista que os portugueses saibam com o que contam».

No sábado, durante o Congresso Nacional do PSD, o cabeça de lista social-democrata, Paulo Rangel, defendeu a tese de que as próximas eleições europeias serão um teste à liderança do PS e não ao Governo.

Francisco Assis rejeitou essa ideia, contrapondo que as eleições de 25 de maio «são para o Parlamento Europeu».

«Em qualquer país europeu, a serem um teste, estas eleições são sempre um teste ao Governo. Essa teoria que foi agora inventada, que são um teste às oposições, é de facto uma originalidade produzida em Portugal», comentou.

Interrogado se considera que saiu fragilizado com a forma como a direção do PS geriu o processo da sua indigitação para cabeça de lista, Francisco Assis respondeu: «É evidente que não, porque se achasse que tinha sido fragilizado não teria aceitado o convite que me foi dirigido».

«Entendo que o momento que se procedeu à apresentação está dentro dos prazos que foram sempre praticados e que estão a ser praticados por essa Europa fora. O assunto está resolvido e essas são questões de menor importância», afirmou.