Paulo Morais foi o primeiro formalizar a candidatura às eleições presidenciais, ao entregar cerca de oito mil assinaturas no Tribunal Constitucional. Prometeu uma campanha sem bandeiras, arruadas e jantares, mas de combate de ideias.

O candidato a Belém escolheu simbolicamente o dia 1 de Dezembro, no qual se comemora o dia da Restauração da Independência, para formalizar a candidatura. Falou aos jornalistas perante as palmas e os "Viva Portugal" dos apoiantes que com ele se deslocaram ao Tribunal Constitucional, em Lisboa.

O antigo vice-presidente da Associação Transparência e Integridade recordou que a partir de agora faltam aproximadamente 50 dias para fazer campanha (e as eleições são a 24 de janeiro). A esse propósito, garantiu que não vai ser uma campanha de bandeiras, de arruadas, de jantares, de outdoors, mas sim "só de combate de ideias", cita a Lusa.

"Onde os outros tiverem bandeiras, nós temos ideias. Onde os outros tiverem jantares, nós temos debates. Chega de política espetáculo, é preciso política de convicções".


Depois de uma declaração inicial e antes das perguntas dos jornalistas, foi cantado o hino nacional pelos apoiantes e por Paulo Morais, que explicou que o simbolismo da data "tem a ver com a independência que todos precisamos em Portugal".

"Independência do Estado face aos grupos económicos, independência do país face a alguns interesses estrangeiros e sobretudo independência de cada cidadão face a um conjunto de amarras que lhe têm sido impostas em Portugal", concretizou, acrescentando que o combate à corrupção é a primeira prioridade.

O antigo vice-presidente da Câmara do Porto recordou que nas eleições presidenciais de 2011 "não votou nem metade do eleitorado", sendo necessário que nestas haja mais de 50% de votação. "Lutar pela dignidade de todos os portugueses, lutar pela dignidade da pessoa humana, combater privilégios, injustiças", elencou.

Paulo Morais manifestou-se contente por ser o primeiro a formalizar a corrida, uma vez que é um candidato "sem apoio partidário, sem apoio de grupos económicos", tendo chegado até esta fase com o apoio de 170 voluntários por todo o país.