O presidente da comissão de inquérito ao caso BES, Fernando Negrão, lembrou esta quinta-feira que a mesma não faz investigação criminal e «tem por dever» o apuramento com «objetividade» dos factos.

A comissão, que tomou posse esta quinta-feira, «tem por dever o apuramento dos factos», realçou Fernando Negrão na sua primeira intervenção como presidente da comissão de inquérito.

«E é isso, julgo eu, o interesse de todos os senhores e senhoras deputadas aqui presentes», acrescentou ainda, prometendo cumprir «escrupulosamente» o dever do trabalho e da isenção na condução dos trabalhos.

A comissão, lembrou todavia, que «não faz investigação criminal», tendo inclusive já seguido pedidos para as autoridades sobre que processos estão em curso envolvendo o BES e o Grupo Espírito Santo (GES).

No total, o PSD tem sete deputados efetivos na comissão, incluindo o presidente, Fernando Negrão, o PS tem cinco parlamentares, PCP e CDS dois e o Bloco de Esquerda um.

BE quer ouvir a troika, a ministra e Carlos Moedas


O Bloco de Esquerda (BE) quer ouvir na comissão de inquérito ao caso BES os elementos da troika, a ministra das Finanças, o futuro comissário europeu indicado por Portugal e diversos empresários e elementos da família Espírito Santo.


De acordo com o requerimento que deu esta quinta-feira entrada na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo, e ao qual a agência Lusa teve acesso, é pedida a audição de responsáveis políticos, da supervisão e regulação, auditores, acionistas e figuras ligadas ao BES e GES, empresários ligados ao Novo Banco e ao bad bank e outras figuras do meio empresarial e bancário.

Entre estas últimas contam-se por exemplo os nomes de Zeinal Bava, ex-presidente executivo da PT e da Oi, Henrique Granadeiro, ex-presidente do conselho de administração da PT, ou Álvaro Sobrinho, ex-presidente e acionista do BESA e acionista da Akoya Asset Management.