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Face Oculta: «Jornalismo de buraco de fechadura»

José Sócrates comentou de forma irónica revelação de escutas

Por: Redacção / PP  |  6- 2- 2010  14: 4

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Sócrates

O primeiro-ministro, José Sócrates, considerou este sábado «absolutamente lamentável» o que apelidou de «jornalismo de buraco de fechadura», baseado em «escutas telefónicas e conversas privadas» sem relevância criminal, escreve a Lusa.

Questionado sobre as notícias dos últimos dias que o acusam de ingerência no caso TVI e de, alegadamente, querer condicionar o Presidente da República, Sócrates recusou contribuir para «essa infâmia».

«Eu não contribuo para essa infâmia, nem para a degradação da nossa vida pública, baseando-se essas acusações e essas notícias em escutas telefónicas», disse, à margem da cerimónia de adjudicação de contratos das redes de nova geração, em Vila Viçosa.

O assunto lançado sexta-feira pelo semanário «Sol» é, este sábado, retomado pelo «Correio da Manhã», que, com base nos mesmos extratos, diz em manchete «Conspiração ataca presidente», e escreve que «Primeiro-ministro tinha plano para condicionar actuação de Cavaco Silva».

«Eu acho absolutamente lamentável esse jornalismo, que se pode classificar como jornalismo de buraco de fechadura, baseado em escutas telefónicas e em conversas telefónicas que, não tendo relevância criminal, devem ser privadas», frisou o primeiro-ministro.

«Ainda por cima, era o que faltava que eu me pusesse agora na posição comentar conversas privadas de outros. Não o faço», sublinhou, considerando que tal atitude «indecorosa e desprezível».

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