O cabeça de lista da coligação Aliança Portugal às europeias, Paulo Rangel, acusou este sábado o PS de estar a usar na pré-campanha «uma lógica do toca e foge», com o objetivo de «fugir às responsabilidades».

Paulo Rangel, comentava as afirmações do cabeça de lista do PS às eleições europeias, Francisco Assis, sexta-feira em Matosinhos, que afirmou que a discussão sobre quem colocou a troika em Portugal é «inútil» e «perigosa», defendendo «discutir o futuro».

«É extremamente grave e muito reprovável esta fuga às responsabilidades que o PS está a demonstrar e a assumir de uma forma expressa nas palavras de Francisco Assis», realçou Paulo Rangel em declarações à agência Lusa, durante uma visita à Feira Internacional de Agropecuária e Artesanato de Estremoz (FIAPE).

Paulo Rangel defende que «interessa discutir e apurar responsabilidades» nestas eleições europeias, sobre quem trouxe a troika para Portugal, quando esta «está a sair».

«Quem trouxe a troika foi o Partido Socialista, e foi, em particular, o despesismo do governo de José Sócrates, que trouxe o país para a bancarrota», salientou.

O eurodeputado social-democrata referiu que os portugueses, as famílias e as empresas, tiveram de «suportar três anos durissímos e de sacrifícios», e quando se está «a sair desse período difícil, não se pode deixar de ter presente, que o país só esteve nessa situação devido às responsabilidades claras do PS, na situação de bancarrota».

«Portanto, é fundamental dizer que há aqui uma fuga às responsabilidades», adiantou.

Paulo Rangel considerou ainda, que «felizmente os sacrifícios vão acabar a partir do dia 17 de maio, e para além de acabarem, têm como resultado o facto de Portugal estar hoje, depois deste sacrifício enorme, deste esforço enorme, numa situação francamente melhor».

«As exportações estão a subir, o desemprego está a descer, o crescimento felizmente regressou e as taxas de juro nos mercados internacionais estão a baixar», salientou o candidato.

Paulo Rangel, que visitou um certame de agropecuária, considerou que «a agricultura é uma prioridade» para a coligação Aliança Portugal, »ao contrário dos socialistas».

Paulo Rangel fazia-se acompanhar do centrista Nuno Melo, 4.º candidato das listas PSD/CDS-PP às europeias de 25 de maio.