Paulo Portas surgiu ao lado de Pedro Passos Coelho na reação aos resultados das Europeias e disse ser «dever» dos responsáveis da Aliança Popular «cumprimentar o PS pelos resultados » que obteve, mas acrescentando que estes «são diferentes dos resultados que anunciaram».

O líder do PP e vice-primeiro-ministro quis depois fazer uma análise da abstenção: «A abstenção triunfou sobre todos os concorrentes e triunfou largamente. Dois terços dos portugueses não foram votar. Daqui, a reflexão que considero pertinente é de prudência. É precipitado considerar que estes resultados são definitivos em relação às eleições legislativas, pela simples razão de que incidem sobre um terço do eleitorado», diz, defendendo que as pessoas que não votaram e «não quiseram com isso dar apoio aos partidos nas também não à oposição e devem ser respeitadas».

Depois voltou a questionar os resultados do PS: «Terá ganho as eleições com uma percentagem que andará pelos 32 por cento, talvez menos. Para quem pediu uma maioria absoluta, quis fazer destas eleições uma primeira volta das legislativas, não me parece que seja razoável qualquer triunfalismo. O resultado da Aliança Portugal é fraco, é indiscutível. Mas não me parece que o do PS seja forte. As legislativas são as legislativas.»