O líder comunista desfilou hoje na rua de Santa Catarina, Porto, com a CDU a passar perto dos adversários socialistas, e desejou que a campanha europeia não pare «a 100 metros» da meta, após uma autêntica «maratona».

«Isso era como que fazer uma maratona e, agora a 100 metros, descansar porque estamos a crescer. Não! Estamos aqui, ainda falta dia e meio. Vamos continuar a nossa ação e intervenção, hoje no norte, amanhã por Lisboa, continuar até ao fim», assegurou Jerónimo de Sousa.

Na maior «arruada» até ao momento, entre a praça da Liberdade, passando pela rua 31 de janeiro - na esquina da qual se ouviram os bombos do PS, à espera dos protagonistas «rosa» -, os apoiantes da CDU encheram depois o Salão Ático, no Coliseu portuense para ouvirem as intervenções do eurodeputado João Ferreira e do secretário-geral do PCP.

«Claro que mais vale boas sondagens do que más sondagens, mas, de qualquer forma, elas significam sempre uma tendência. Aquilo que sentimos confirma os contactos, a nossa campanha, o nosso dinamismo, uma CDU a crescer, a avançar», continuou.

Antes, as bandeiras coloridas da coligação e as palavras de ordem, que junta ainda ecologistas e Intervenção Democrático, ficaram a escassos 50 metros dos vários «cabeçudos» e dos cartazes de «mudança» da concentração do PS, na praça da Batalha.

«Falou do quarto (deputado europeu). Eu gostava de falar do quinto ou do sexto. Será sempre um resultado insatisfatório, mas, nesta conjuntura, esta ideia de reforço da CDU é uma coisa que nos anima e é muito importante em termos políticos», afirmou Jerónimo de Sousa, animado pela possibilidade de a CDU passar dos atuais dois aos três ou até quatro mandatos em Bruxelas e Estrasburgo.

Miguel Viegas, o economista de Aveiro, com 44 anos, fez a sua primeira aparição na caravana principal, mas o homem que poderá dar o «triplete» à CDU pautou-se pela discrição.

A ecologista Manuela Cunha, quarta posicionada na lista ao Parlamento Europeu, questionada sobre se já estava à procura de alojamento em Bruxelas, preferiu "não embandeirar em arco" e esperar pelos resultados porque «nada está garantido, nem dois, nem três nem quatro» e «há que lutar».