Para Vítor Ramalho, dirigente socilaista, o grande vencedor destas eleições «foi a abstenção» e defende que o seu partido deve «olhar para estes resultados com humildade».

Em declarações na TVI24, durante o jornal das 19:00, o ex-deputado rosa e atual dirigente, defendeu que «dizer que alguém ganhou, como eu ouvi a direção do meu partido, clamar uma grande vitória, eu acho que seria prudente não o fazer nestes termos».

Apesar de ser o partido mais votado, Vítor Ramalho considera que não se pode «fazer uma extrapolação» para «uma vitória expressiva» porque, para si, «foi uma vitória muito curta».

Não quer que se coloque a cabeça debaixo da areia, mas defende «uma reflexão profunda relativamente à linha de orientação que o partido tem de ter». E assume que «não se sente confortável» com as opções atuais. O seu objetivo não é «denegrir o partido» mas sim «ajudar».

Olhando para «estes resultados, com o descalabro desta governação e o ensejo que se deu para que um Marinho Pinto tivesse sido eleito, evidentemente, não é alheio a isto a estratégia do partido Socialista», afirma.

«Quando na segunda, quarta e sexta se quer uma coisa e, depois, na terça e quinta se quer outra, evidentemente que baralha o eleitorado», conclui.