A cabeça de lista europeia do Partido Ecologista «Os Verdes» (PEV) tem notado que a Coligação Democrática Unitária (CDU) anda «quase só na rua este ano» porque PSD e PS «não querem ser confrontados com o povo».

«Temos andado na rua e também é fácil de verificar que não encontramos, como nas outras campanhas, o PSD na rua e muito pouco o PS. Não andam na rua como nós porque não querem ser confrontados com o povo. Andamos quase sós na rua este ano. É uma diferença para outras campanhas em que já fui candidata», disse à Lusa Manuela Cunha, quarta da lista para o Parlamento Europeu da coligação entre ecologistas e PCP.

A candidata acompanhou o eurodeputado e cabeça de lista, João Ferreira, numa visita e sessão de esclarecimento na Escola Profissional de Salvaterra de Magos.

«O que nos tem sido manifestado pela população deste país é a necessidade de mudar. Estão fartos desta situação. Nem todos, depois, veem no voto essa possibilidade. Isso cabe-nos a nós transmitir ¿ "está nas vossas mãos, com o vosso voto, alterar a situação que existe no país"», disse.

Segundo Manuela Cunha, «a Europa tem de levar um recado sério», pois «fomentou e incentivou estas políticas», além da «responsabilidade dos Governos dos últimos anos».

«A CDU tem um projeto e caminho alternativos para o país que passa por, cá em Portugal e lá no Parlamento Europeu, defender os nossos interesses. Precisamos de redinamizar os nossos setores produtivos. Portugal perdeu, nos últimos anos, empregos, capacidade de criar riqueza na indústria, em atividades como a agricultura e a pesca», defendeu João Ferreira, em visita ao laboratório de eletrotecnia da instituição ribatejana.

O também vereador da Câmara Municipal de Lisboa desejou que Portugal recupere «empresas em setores estratégicos, que já teve, mas foram alienados, entregues nas mãos do grande capital estrangeiro».

«É uma forma de criar emprego e de pôr o país a criar riqueza. É disso que precisamos e, depois, distribuir essa riqueza de forma justa», concluiu.