O CDS-PP reiterou, esta terça-feira, que o Governo deve completar o seu mandato «num contexto de estabilidade política» e que as eleições europeias atestaram que a maioria dos portugueses «continua a não confiar no caminho político» do PS.

«Os resultados eleitorais tornaram, aliás, claro que a maioria dos portugueses, apesar dos esforços e sacrifícios que lhe foram pedidos ao longo destes três anos, continua a não confiar no caminho político proposto pelo PS, que é incapaz de reconhecer os erros cometidos nos anos de governação socialista e não apresenta qualquer garantia de que os não repetirá uma vez no governo», afirma o CDS, em comunicado.

A posição dos centristas integra o comunicado resultante da reunião da Comissão Política Nacional do partido, que decorreu hoje num hotel em Lisboa e durante a qual foram analisados os resultados da eleição de domingo para o Parlamento Europeu.

Na nota distribuída à imprensa, o CDS diz ainda ser «muito relevante» o trabalho que permita no começo do pós-troika «mobilizar para o campo da maioria» a classe média, os setores mais dinâmicos da sociedade e as novas gerações.

«Nisso vemos a garantia de um Estado que não pode ser financeiramente irresponsável, mas também o fomento de um ciclo de crescimento económico mais forte, de criação de emprego mais acentuada», escrevem os dirigentes do partido.

No texto, os centristas lamentam que passem a contar apenas com um eurodeputado em Bruxelas, Nuno Melo, elogiando o trabalho «que serviu o país e honrou o partido» desenvolvido por Melo e Diogo Feio na anterior legislatura no hemiciclo europeu.