O Parlamento Europeu apresentou hoje a campanha para as eleições de maio de 2014, de cujos resultados dependerá, pela primeira vez, a escolha do presidente da Comissão Europeia e está orçada em 16 milhões de euros.

«A única forma de legitimar e influenciar o processo de decisão da UE é através do PE», sublinhou a deputada grega Anni Podimata (Socialistas & Democratas), uma dos dois vice-presidentes do PE responsáveis pela comunicação.

«Com a atual crise económica, existe a perceção de que o processo de tomada de decisão da UE carece da devida legitimidade. As pessoas, os eleitores da UE, têm a possibilidade exclusiva de determinar as maiorias no Parlamento, que estabelecerão o caminho para forjar nova legislação, contrariando as más políticas e liderando o debate nos cinco anos após as eleições», acrescentou, numa conferência de imprensa, em Estrasburgo, citada pela Lusa.

Já o seu homólogo do Partido Popular Europeu, o austríaco Othmar Karas, sublinhou que o hemiciclo «é a Câmara dos cidadãos europeus».

O orçamento da campanha eleitoral ascende aos 16 milhões de euros, o que, segundo as contas feitas pelos serviços parlamentares europeus, representa 0,0388 euros por eleitor (cerca de 400 milhões).

A campanha eleitoral, com o lema «Desta vez é diferente», irá decorrer nos 28 Estados-membros e arranca agora, numa primeira fase, com a apresentação do slogan AGIR. REAGIR. DECIDIR, com o objetivo de explicar aos cidadãos os poderes do PE.

A segunda fase, entre outubro de 2013 e fevereiro de 2014, concentrar-se-á em cinco tópicos - economia, emprego, qualidade de vida, dinheiro e a União Europeia no mundo - através de uma série de eventos interativos em várias cidades europeias.

A terceira fase, com a campanha eleitoral propriamente dita, começa em fevereiro de 2014.

Será focada nas datas das eleições (entre 22 e 25 de maio, sendo esta última a data do escrutínio em Portugal).

A fase final, depois das eleições, centra-se na eleição do próximo presidente da Comissão Europeia pelo PE e na entrada em funções do novo executivo comunitário.