O candidato às primárias do PS António José Seguro apelou à inscrição do «maior número de portugueses» nas eleições de setembro, para mostrarem que quem governa Portugal são todos «e não uma corte de iluminados em Lisboa».

«Quero fazer aqui este pacto de confiança, a de que todos juntos, cada um com a sua responsabilidade, de mobilizar o maior número de portugueses para se inscreverem nas primárias e de dizerem de uma vez por todas que quem governa Portugal somos todos e não uma corte de iluminados em Lisboa, que decide e impõe a seu belo prazer aquilo que deve ser feito em Portugal», frisou o socialista, durante um encontro com jovens socialistas em Matosinhos.

No dia em que cumpriu três anos na liderança do partido - o que motivou os jovens a cantarem-lhe os «Parabéns» - o socialista lembrou que durante esse tempo «nunca prometeu nada» do que não tivesse a certeza «de vir a cumprir» quando o PS voltar «a governar Portugal».

«Aqui não prometemos tudo a toda a gente, aqui não prometemos facilidades. Podemos não ganhar os votos todos, podemos até perder votos, mas o que não queremos é perder o respeito e a confiança que os portugueses criaram no Partido Socialista e na liderança do PS», assinalou Seguro.

Para o secretário-geral do PS, a «responsabilidade» dos seus apoiantes «não é apenas de ganhar as próximas eleições», mas também de ganhar «a confiança dos portugueses».

Durante o seu discurso, Seguro apontou várias vezes como prioridade uma maior justiça e solidariedade no país, que deve disponibilizar «uma boa escola pública, um bom sistema de saúde e uma boa proteção social».

«Queremos um país justo, onde as pessoas valem todas por igual», salientou o candidato.

Defendeu ainda ser necessária «uma nova forma de fazer política, que separe a política dos negócios, que reconcilie de novo a cidadania com a forma de fazer política e com a governação».

E porque acredita que todos têm «direito à sua voz», opinião e voto, frisou ser altura de uma união e mobilização para «fazer uma enorme mudança em Portugal».

«O próximo Governo, um Governo por nós liderado, não quer fazer um bocadito melhor do que aquilo que está a fazer este Governo, queremos fazer completamente diferente. Este é o momento, 40 anos depois da revolução de abril de voltarmos a devolver a esperança aos portugueses», disse.