O secretário-geral do PCP perspetivou esta terça-feira que os «trabalhadores, reformados e pensionistas estão em estado de choque quando olham para os seus recibos» de vencimento, após reunião com representantes da Federação dos Sindicatos da Função Pública.

«A gravidade da situação social, o estado dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, este ataque descabelado aos trabalhadores, reformados, pensionistas da administração pública leva a uma situação em que muitos portugueses estão em estado de choque quando olham para os seus recibos, para o seu vencimento», afirmou Jerónimo de Sousa na sede lisboeta do partido.

Segundo o líder comunista, os cidadãos «ainda não estão refeitos de um corte e aparece imediatamente outro e outros em cima da mesa, num momento em que o Governo anuncia, na sua propaganda, que as coisas estão a melhorar, que há crescimento, que há milagres económicos».

«No entanto, os trabalhadores da administração pública, tal como os do setor privado, a verem, em cada dia que passa, um ataque aos seus direitos, salários, reformas e pensões, neste grande objetivo que tem de aumentar a exploração e o empobrecimento dos portugueses», acusou, precisando que os membros do executivo dirigido por Passos Coelho e Paulo Portas «querem empobrecer os trabalhadores, os reformados e os pensionistas».

Para Jerónimo de Sousa, «está nas mãos dos trabalhadores, cada vez mais, travar esta ofensiva, derrotar este Governo e esta política».

«No dia em que eles (trabalhadores) tenham a consciência de que quando se juntarem, quando quiserem, este Governo tem o seu futuro condicionado», como relata a Lusa.