O ex-ministro das Finanças Bagão Félix criticou esta quarta-feira o corte nas pensões de sobrevivência, lamentando que o Governo trate as pessoas como números.

«As pessoas ficam aterrorizadas porque não sabem onde vai haver cortes, em que condições e de que maneira. Fala-se disto como se se falasse muitas vezes de números apenas», afirmou, em entrevista à TSF.

Para Bagão Félix, o Executivo de Passos Coelho está a cortar como se o país fosse um «talho». «Com todo o respeito pela profissão, isto não é uma questão de talho. Não é fazer cortes independentemente da vida, do espírito e da alma das pessoas», explicou.

O ex-governante considera ainda que este corte não poderá ter efeitos retroativos. «Os trabalhadores e as suas entidades patronais descontam para a eventualidade da morte. Na decomposição da Taxa Social Única, 7% desta taxa, que representa cerca de 2% dos salários, é justamente para financiar as pensões de sobrevivência», disse.