A candidatura da Plataforma de Cidadãos (coligação entre o PPM e o PDA) defende a limitação do cargo de presidente do Governo Regional a dois mantados, de modo a corresponder à «presidencialização» do regime autonómico.

«Na Madeira e nos Açores, devido às maiorias absolutas, houve uma presidencialização do regime e para corresponder a essa presidencialização devemos limitar a dois os mandatos do presidente do governo», disse Miguel Fonseca, cabeça de lista da Plataforma de Cidadãos às eleições regionais de 29 de março, no decurso de uma ação de campanha em frente à Quinta Vigia, sede da presidência do executivo madeirense.

Miguel Fonseca fez, por outro lado, um balanço da pré-campanha eleitoral, afirmando que há apenas três votos possíveis: «O voto no novo PSD que abandonou a linha social-democrata de Alberto João Jardim e Sá Carneiro; o voto no PS e na sua [coligação] Mudança, que não se demarcou das declarações de António Costa, que diz que o país está melhor, o que é uma ofensa à dignidade dos desempregados do setor privado, daqueles que foram obrigados a emigrar, daqueles que no setor público viram os salários cortados, dos nossos velhos que trabalharam uma vida inteira e têm as pensões cortadas; e o voto na Plataforma de Cidadãos».

O cabeça de lista garantiu que o voto neste projeto vai «mudar a vida das pessoas», tendo em conta que propõe, entre outras medidas, o fim do IMI (Imposto Municipal sobre os Imóveis), a integração dos sem-abrigo e a manutenção da habitação aos que perderam o emprego através de uma transferência do seu empréstimo para a Caixa Geral de Depósitos.

«Quanto ao CDS, tornou-se uma força irrelevante neste processo eleitoral, na medida em que o voto no CDS é o voto em duplicado no projeto liberal do novo PSD/Madeira», salientou Miguel Fonseca, sublinhando que a Plataforma de Cidadãos vai realizar durante a semana um conjunto de ações designado por Jornadas de Reforma do Sistema Político.

A Plataforma de Cidadãos é uma das doze forças políticas (nove partidos e três coligações) que concorrem às eleições regionais antecipadas de 29 de março na Madeira.