O cabeça-de-lista do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) às eleições europeias, Leopoldo Mesquita, disse que os resultados do sufrágio representam uma «derrota demolidora» para a coligação PSD/CDS-PP e demonstram o seu «isolamento».

Numa reação aos resultados eleitorais, Leopoldo Mesquita disse à Lusa que «o Presidente da República devia demitir o Governo», porque os 28,17 por cento alcançados pela coligação Aliança Portugal mostram também a «oposição frontal do povo português» às políticas do Governo.

A «votação mais baixa do que era apregoado» pelo PS, com um resultado «muito fraco», foi também realçado por Leopoldo Mesquita, que apontou os «menos de 60 por cento obtidos pelos três partidos da troika [PSD, CDS-PP e PS]» como sinal de censura às políticas dos últimos anos.

O candidato do PCTP-MRPP comentou ainda a «queda do Bloco de Esquerda», que disse ser um «partido sem ideologia» e os seus 4,43 por cento «poderão nem eleger um deputado», e os resultados do Movimento Partido da Terra, que pode eleger representação no Parlamento Europeu com o «epifenómeno» Marinho Pinto, que foi «trazido ao colo pela comunicação social» e é sinónimo do «populismo mais rasteiro», levou o Partido da Terra.

Sobre os resultados do PCTP-MRPP, que obteve 1,66 por cento, Leopoldo Mesquita considerou que «houve uma subida relativamente ao último ato eleitoral», que demonstra o apoio da população à principal reivindicação do partido nestas Europeias, que era a saída do euro.

A elevada abstenção, de 66,41 por cento, é outro dos indicadores que, segundo Leopoldo Mesquita, demonstram a «rejeição das políticas».