O diretor-geral da Administração Eleitoral considerou «lamentável» o erro informático que, por duas horas, retirou a maioria absoluta ao PSD na Madeira, mas defendeu que «não pode atribuir-se responsabilidades» sem conhecer profundamente o problema.

Não pode atribuir-se responsabilidades assim de chofre e sem analisar profundamente o problema, sem o conhecer profundamente», afirmou Jorge Miguéis em declarações à agência Lusa.
 

«São erros que acontecem com frequência, só que desta vez teve maior expressão porque estava em causa uma maioria absoluta ou não, e por isso é que é indesculpável».


Jorge Miguéis acrescentou não conhecer o problema profundamente, mas explicou que não foi contabilizado «um concelho inteiro, que foi o concelho do Porto Santo», questão que «foi emendada em poucas horas».

«Às vezes há razões que as pessoas desconhecem mas efetivamente é um erro que, desde logo, não é imputável ao Ministério da Administração Interna», sublinhou o diretor-geral da Administração Eleitoral, órgão sob a tutela deste ministério.

Jorge Miguéis disse ainda que situações deste tipo não são novas, e que acontecem mais frequentemente nas eleições autárquicas.
 

«Há sempre pequenos erros, nomeadamente em eleições autárquicas, que são eleições com pequenos universos e em que estão envolvidas milhares de circunscrições e não uma só circunscrição, como era o caso aqui da Madeira. Muitas vezes, através da recuperação de votos nulos, há até mudanças de maiorias, portanto isso não é novidade nenhuma, sobretudo nas eleições autárquicas».