O líder e candidato do PSD às eleições madeirenses deste domingo, Miguel Albuquerque, afirmou estar «confiante» numa boa afluência dos eleitores às urnas, salientando a «forma democrática» como decorreu a campanha eleitoral.

«Estou muito confiante. Acho que vamos ter uma belíssima votação», disse Miguel Albuquerque aos jornalistas, depois de ter exercido o seu direito de voto na escola básica da Ajuda, no Funchal, onde chegou acompanhado da mulher e do filho mais novo.


Albuquerque, que é o eleitor nº 12.810, votou na secção P, sendo esta a primeira vez que encabeça a lista do PSD numas eleições legislativas regionais, posição que foi ocupada até agora por Alberto João Jardim, também sublinhou estar «muito satisfeito porque a campanha decorreu de uma forma muito democrática».

«Hoje temos um fantástico dia de verão na nossa região que vai proporcionar uma boa afluência às urnas», concluiu, vincando que «vai correr tudo bem».
 
José Manuel Rodrigues: «Final de um ciclo político»
 
O cabeça de lista do CDS, José Manuel Rodrigues, afirmou que, independentemente do resultado deste sufrágio, encerra hoje um ciclo político neste arquipélago.

«Acho que é importantíssimo [que as pessoas votem] porque estamos no final de um ciclo político na Madeira. Independentemente do resultado desta noite, a verdade é que se fechará um ciclo político na Madeira», declarou o candidato centrista madeirense, após ter votado na escola básica da Ajuda, na freguesia de São Martinho, no Funchal.


José Manuel Rodrigues sublinhou que seria «bom que cada um dos madeirenses, com a sua cruz no boletim de voto, pudesse fazer parte dessa história de terminar um ciclo político e abrir um outro, de uma Madeira diferente, de uma nova forma estar na política na região e sobretudo para ter um novo governo na Região Autónoma da Madeira».
 
Victor Freitas: «Um dia histórico»
 
O cabeça de lista da coligação Mudança (PS/PTP/MPT/PAN), Victor Freitas, votou esta manhã em Santana (norte da ilha), tendo realçado que o dia «é histórico» e os próximos quatro anos serão «desafiantes».

«Este é um dia histórico para a Madeira. Há aqui um ciclo que termina e os madeirenses hoje são chamados a abrir um novo ciclo político na região», disse Victor Freitas, à saída da secção de voto instalada na Escola Básica do Caminho Chão, na freguesia e concelho de Santana, que o próprio frequentou em criança.

«Serão quatro anos desafiantes para a Madeira e para o Porto Santo. Nós vivemos uma grave crise e é necessário resolver os problemas», salientou o cabeça de lista da coligação Mudança e líder do PS/Madeira, sublinhando que o próximo governo deverá «resolver os problemas e não gerir a crise».


Victor Freitas considerou que a região está a viver um «novo tempo» e que terá de haver «colaboração por parte de todos» [governo e oposição], tendo em conta que os problemas são «tão difíceis».

«Terá de haver na região outro tipo de atitude, porque os partidos à escala regional precisam ter apoio dos partidos a nível nacional para resolver os problemas», vincou, realçando estar esperançado que nos próximos quatro anos a Madeira «resolva os seus problemas e que volte a crescer do ponto de vista económico».


O candidato da Mudança apelou, por outro lado, aos madeirenses e porto-santenses para que participem no ato eleitoral que hoje decorre na região, realçando que desse modo «não terão de viver com as decisões dos outros durante quatro anos».
 
Edgar Silva: «um dia de grande serenidade»
 
O cabeça de lista da CDU, Edgar Silva, disse, ao votar no Funchal, que aguarda os resultados do escrutínio «com confiança», depois de a coligação (PCP/PEV) ter feito uma «campanha de esclarecimento».

Para o também deputado regional e coordenador do PCP no arquipélago, que votou na secção E, na Escola Secundária Francisco Franco, este é «um dia de grande serenidade».

«Aguardamos com confiança, porque temos noção de que procurámos fazer uma grande campanha de profundo esclarecimento, com uma pedagogia muito na base de uma relação de proximidade com os cidadãos», afirmou aos jornalistas, à saída.


Deste esclarecimento «muito direto» resultaram, no seu entender, sinais que podem ser interpretados como «de confiança e apoio».

Questionado sobre se hoje se abre um novo ciclo na região, Edgar Silva não se alongou: «Dependerá do resultado. Logo veremos».

A CDU tem um assento na Assembleia Legislativas, depois de em 2011 ter obtido 3,76% da votação. Em 2007, tinha conseguido dois mandatos.
 
Gil Canha: PND espera «por o pé na porta»
 
O cabeça de lista da Nova Democracia (PND), Gil Canha, disse que o partido espera «por o pé na porta» e garantir «a participação cívica» na Assembleia Legislativa da Madeira.

Após ter votado na escola do Batalhão, no Funchal, Gil Canha salientou que as expectativas do PND são no sentido de, pelo menos, manter um deputado: «Somos humildes nesse aspeto, não somos ambiciosos, interessa somente por o pé na porta e mantermos sempre a nossa participação cívica no parlamento».

«Vamos lá ver, aqui, na Madeira, nunca podemos ser muito otimistas porque sabemos que as coisas caem sempre no mesmo saco», disse, quando confrontado se estava confiante em eleger um deputado.


Gil Canha referiu ainda que a campanha eleitoral «correu bem» com exceção para sábado, dia de reflexão, dado que a sede do PSD continuou a ostentar um cartaz gigante do seu líder, Miguel Albuquerque, apelando ao voto na renovação.

O PND fez queixa à Comissão Nacional de Eleições (CNE), mas este organismo deliberou que «salvo no caso excecional da propaganda nas ruas e junto das assembleias de voto, a lei não determina a eliminação dos materiais de propaganda que, legitimamente, tenham sido previamente colocados ou distribuídos».Madeira: candidatos votaram ao longo da manhã