A candidatura do Movimento Alternativa Socialista (MAS) às legislativas madeirenses entregou, esta terça-feira, à porta da Quinta Vigia, sede da presidência do Executivo regional, um ramo de flores, numa irónica «visita de cortesia» para se despedir de Alberto João Jardim.

As flores foram entregues a um funcionário, no portão, e o objetivo da lista do partido (que concorre pela primeira vez às eleições no arquipélago) era oferecer também ao presidente do Governo Regional cessante um barrete, que acabou por cair no chão e foi recolhido por elementos da candidatura. «Vai haver outra oportunidade de enfiar o barrete ao senhor presidente», ouviu-se no grupo.

A iniciativa foi protagonizada pelo n.º 7 da lista do MAS, João Luís Fernandes, apresentado como candidato a presidente do executivo (inclusive nos panfletos distribuídos), que, mantendo o tom irónico, quis prestar «homenagem» ao governante social-democrata pelo «bom trabalho».

João Luís Fernandes afirmou que Alberto João Jardim «se sente muito cansado e precisa de descansar», depois de «fazer obras que nem acaba e nem consegue pagar».

«Temos uma maneira de satirizar as coisas, mas a política para nós é uma coisa muito séria e não vamos tolerar que as coisas continuem como estão. Não estamos para meias medidas», afirmou o cabeça de lista do MAS, João Carlos Jardim.


Assumindo-se «muito confiante» na eleição de deputados, o candidato avisou que a partir de 29 de março, data do escrutínio, «vai acabar a brincadeira e todos aqueles que andam a causar danos a esta região vão sofrer as consequências».

A lista do MAS tem assumido como objetivos, entre outros, combater a fuga aos impostos sobre os lucros das grandes empresas sediadas na Madeira e declarar nula a dívida dos contratos de parcerias público-privadas.

Foram oficialmente admitidas às eleições legislativas da Madeira de 29 de março 11 listas, sendo oito partidos (PSD, CDS, BE, JPP, PNR, MAS, PND e PCTP/MRPP) e três coligações - Mudança (PS/PTP/MPT/PAN), CDU (PCP/PEV) e Plataforma de Cidadãos (PPM/PDA).

As eleições antecipadas acontecem na sequência do pedido de exoneração apresentado por Alberto João Jardim, depois de ter sido substituído na liderança do partido maioritário (PSD) por Miguel Albuquerque.