O ex-líder do BE, Francisco Louçã, apelou ao voto daqueles que nas últimas eleições puseram PSD e CDS no Governo, considerando que «têm uma dívida para com Portugal», antecipando «uma enorme cabazada» nas urnas ao «comboio descendente da direita».

Num comício em Braga, Francisco Louçã deu vida ao mote desta campanha eleitoral para as europeias e pôs «de pé» todos os presentes, defendendo que quem nas últimas europeias e legislativas votou no PSD e no CDS, dando confiança a Passos Coelho e Paulo Portas, têm no domingo, pela primeira vez, «uma razão tão forte para votar no Bloco de Esquerda».

«Todas essas pessoas, quem lhes deu o voto para os pôr lá e que sabem que foram enganados, sabem como eu sei que têm uma dívida para com Portugal», enfatizou Louçã, considerando que nestas europeias devem um voto para «fazer as suas contas e fazer as pazes com o país».

O antigo líder bloquista foi mais longe: «e até recomendo a essas pessoas, com muita amizade, no domingo levem a vossa vida até à urna de voto. Levem os vossos filhos, o recibo da vossa pensão, do vosso salário, levem o seu IRS, mostrem-nos naquela votação que querem defender Portugal contra os que tão mal fizeram ao nosso país».

Sobre a «maresia e enfado» que a campanha da direita determinou para estas eleições, Louçã afirmou que «no comboio descendente» vai uma «grande reinação».

«Vinha tudo à gargalhada, uns por verem rir os outros e os outros sem ser por nada. O comboio descendente da direita, na antecipação, na perceção desesperada, alucinada da enorme cabazada que vão receber pelo mal que fizeram ao país», descreveu.

O ex-líder do BE fez ainda um claro apelo contra a abstenção no domingo, recordando que quem está no Parlamento Europeu, «todos eles foram eleitos na base do esquecimento, do perdão fácil, do interesse e do desinteresse».

«Todos os maus deputados foram eleitos porque boas pessoas não foram votar A abstenção sempre elegeu os piores governos de todos», recordou.

Louçã falou ainda da «garantia de honra» que o BE dá a todos os seus votantes, recordando que nunca nenhum deputado bloquista «saiu com mais do que entrou».