O secretário-geral do PS pediu desculpa, numa entrevista à Visão, pelo episódio dos cartazes com fotografias não autorizadas, que levou à demissão do diretor da campanha eleitoral para as eleições legislativas de 04 de outubro.

“O episódio dos cartazes tratou-se de uma sucessão de equívocos, um caso lamentável e, por isso, pedimos desculpa”, afirma António Costa numa entrevista à edição desta semana da revista Visão, que estará nas bancas na quinta-feira, mas já foi hoje disponibilizada aos assinantes, sendo esta a primeira vez que o líder socialista se referiu a esta polémica.

Na entrevista, em que são abordados diversos temas, entre os quais os europeus, António Costa, que é o cabeça de lista pelo círculo de Lisboa às próximas eleições legislativas, adianta que Portugal deve ter “um membro do Governo exclusivamente dedicado aos assuntos europeus com estatuto superior a secretário de Estado”.

Quanto às eleições presidenciais, António Costa reafirma que “já há um candidato assumido e próximo da família socialista” e que é António Sampaio da Nóvoa.

“Uma pessoa pela qual tenho muita estima. E não o revejo na caricatura esquerdista com que tem sido apresentado”, disse, referindo-se a Sampaio da Nóvoa.


Relativamente à hipótese da candidatura da antiga ministra da Saúde e ex-presidente do PS Maria de Belém, o secretário-geral socialista defende apenas “o PS se orgulha muito da sua pluralidade”.

“Acho incompreensível que numa eleição por natureza proposta por cidadãos e que apela aos princípios da cidadania se defenda que só têm direito a candidatar-se os nascidos e criados nas estruturas partidárias(…) quando a Presidência da República deve ser, por excelência, o espaço da cidadania”, responde o secretário-geral do PS à entrevista da Visão.