O atual presidente da câmara de Lisboa, Fernando Medina, candidato pelo PS, venceu estas eleições autárquicas, com 44,3% a 49,3% dos votos, segundo a projeção Intercampus para a TVI. Assim que as urnas fecharam, o autarca mostrou-se "confiante" num bom resultado. Há quatro anos, os socialistas venceram em Lisboa com maioria absoluta (50,91%), estava na corrida António Costa, que cedeu o lugar a Medina, o seu número dois, quando decidiu candidatar-se a secretário-geral do PS e concorrer às legislativas de 2015. 

Assunção Cristas (CDS-PP/MPT/PPM) ficou em segundo lugar, com 15,5% a 19,5% dos votos. A também líder do CDS-PP mostrou-se otimista durante a campanha quanto ao desfecho eleitoral da noite de domingo, acreditando que fez um bom trabalho enquanto candidata à camara da capital e que o seu partido iria crescer.

João Ferreira (PCP/PEV) ficou em terceiro, com 8,3% a 12,3% dos votos. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, antecipou que a CDU iria conservar ou aumentar votações nestas autárquicas. Veremos nos resultados finais: em 2013, PCP/PEV conseguiram 9,85% dos votos e foi o terceiro partido mais votado.

Teresa Leal Coelho (PSD) não conseguiu ficar no pódio. Apenas um quarto lugar, com 8,1% a 12,1% das preferências dos eleitores na capital. Um resultado também muito distante do de 2013, em que o PSD ficou em segundo lugar, com 22,37%. 

Nestas autárquicas, o líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, afirmou que o PSD não esteve "a lutar pela sobrevivência em Lisboa" nestas eleições. Assumiu que  que o seu partido ficasse em primeiro (há quatro anos teve menos 44 câmaras que os socialistas, coligações incluídas), esperando um “bom resultado”. Porém, admitiu também que os sociais-democratas poderiam não conseguir esse objetivo. 

Passos rejeitou uma leitura nacional destas autárquicas, defendendo antes um “um somatório” das 308 eleições locais. No entanto, no seio do PSD houve quem, como Santana Lopes, defendesse que tem de haver uma leitura nacional. O PSD reúne-se em Conselho Nacional daqui a dois dias.

A candidatura de Ricardo Robles (BE) predispôs-se a tirar a maioria a Medina na capital e a "dar o salto" nestas eleições a nível nacional (palavras de Catarina Martins). Mas embora seja o terceiro partido a nível nacional (legislativas de 2015) ficou em 5º lugar em Lisboa, com 6,2% a 9,2% dos votos. Nas autárquicas de 2013, o partido conseguiu apenas 4,61% dos votos na capital (pouco mais de 10.500).

FICHA TÉCNICA 

Previsão eleitoral realizada pela INTERCAMPUS para a TVI, com base em sondagens à boca-de-urna em 7 concelhos, para as eleições autárquicas de 1 de Outubro de 2017.

O universo em estudo é o dos eleitores que votaram, em cada um dos concelhos. A amostra prevista é de 29100 entrevistas, variando entre 3600 e 5100 entrevistas para cada concelho.

Assim, o erro de amostragem, para um intervalo de confiança de 95%, varia entre mais ou menos 1,6% e mais ou menos 1,3%; mais especificamente: Lisboa, Amostra prevista 5100, Margem de erro 1,3%;

  • Porto, Amostra prevista 4800, Margem de erro 1,4%;
  • Coimbra, Amostra prevista 3600, Margem de erro 1,6%;
  • Oeiras, Amostra prevista 4000, Margem de erro 1,5%
  • Sintra, Amostra prevista 4050, Margem de erro 1,5%;
  • Matosinhos, Amostra prevista 3600, Margem de erro 1,6%;
  • Odivelas, Amostra prevista 3950, Margem de erro 1,5%.