Por: Sara Marques | 6- 4- 2011 19: 22
Há um ano e meio eram algumas das caras novas que começavam a percorrer os corredores do Parlamento. Agora que a legislatura
termina, o tvi24 foi falar com Luís Menezes (PSD), Inês de Medeiros (PS), Michael Seufert (CDS), João Ramos (PCP) e
Catarina Martins (BE), alguns dos deputados «estreantes», para saber como foi esta experiência parlamentar.
«Mesmo
vindo de uma família em que a política é vivida no dia a dia, só depois de estar na Assembleia é que percebi o que é verdadeiramente
o trabalho de um grupo parlamentar, de um deputado», explica o deputado do PSD Luís Menezes, filho do autarca de Gaia
Luís Filipe Menezes. «É um trabalho que vai muito para além do plenário. Há muito trabalho, há muito estudo», frisa.
Mesmo
tendo a legislatura sido interrompida ao fim de um ano e meio, Luís Menezes não hesita em dizer que ficou «muito contente
com esta experiência». Foi uma legislatura curta, mas muito interessante e muito intensa. Foi uma legislatura num Governo
de minoria, o que faz com que o Parlamento tenha sido verdadeiramente o centro das decisões».
Actriz
e realizadora, Inês de Medeiros também «tinha pouco conhecimento» sobre como seria o trabalho parlamentar. «As pessoas
normalmente só vêem a disputa política», mas «há todo um trabalho mais aprofundado do que se pensa e que por vezes é muito
gratificante... outras vezes é decepcionante. Houve coisas que ficaram por fazer que eu acho que acho que são importantes»,
afirma.
«Foi uma legislatura agitada, mas acho que o balanço é positivo», diz a deputada do PS, adiantando: «Para
mim foi particularmente e gratificante porque hoje vai votar-se um texto final que era uma das minhas grandes decisões para
cá vir, que é criar um regime laboral para os trabalhadores do espectáculo».
Enfermeiro
de profissão, João Ramos chegou já com a legislatura a decorrer, para substituir o histórico deputado do PCP José Soeiro.
Tem apenas seis meses de trabalho parlamentar, que considera «uma experiência positiva» e não esquece o primeiro dia: «Fiz
logo uma intervenção. Ainda pensei que o líder parlamentar estivesse a brincar comigo, mas percebi depois que era mesmo para
fazer. Acabou também por me ajudar a criar alguma desenvoltura, obrigar-me a intervir logo na minha primeira sessão plenária»,
afirmou.
Quem também não esquece o primeiro dia no Plenário é o deputado do CDS
Michael Seufert. «Tive o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, a perguntar como se pronunciava o meu nome.
Ele entretanto aprendeu a dizê-lo». Quanto aos dias que se seguiram, o deputado estudante considera que «foi uma experiência
enriquecedora participar activamente na definição de algumas políticas do país».
«Completamente
aterrorizada com a quantidade de jornalistas e completamente perdida nos corredores». É assim que a deputada do Bloco de Esquerda,
Catarina Martins, descreve o primeiro dia. Já familiarizada com os corredores, a actriz, diz agora que esta «foi uma
boa experiência numa legislatura muito complicada», em que «o facto de não existir uma maioria absoluta permitiu que existisse
algum diálogo».
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