O ministro da Educação, Nuno Crato, disse hoje que, em 2014, os alunos do 6.º ano que precisarem de recuperar para transitar de ano, terão também o apoio extraordinário que tiveram este ano as crianças do 4.º.

Nuno Crato anunciou a medida aos jornalistas no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa, quando confrontado com os resultados das provas finais do 6.º e 9.º anos.

O ministro reconheceu que os resultados mostram «dificuldades persistentes» a Português e Matemática.

«Obviamente que não estamos contentes com isso. Temos de fazer, todos, um esforço para melhorar. É um esforço que não é só nosso, é um esforço que é dos pais, dos professores, das escolas, estamos todos a trabalhar para que estes resultados melhorem», declarou.

«Há uma série de instrumentos que estão em prática, o apoio extraordinário iniciado este ano aos jovens do 4.º ano, após a primeira fase de exames, vai ser estendido no próximo ano aos jovens do 6.º ano de escolaridade», revelou.

A média da prova de Português do 2.º Ciclo (6.º ano) foi de 52 por cento (a única positiva) e, no 3.º Ciclo (9.º ano), de 48 por cento.

Em Matemática, as classificações médias foram de 49 por cento no 2.º Ciclo e de 44 por cento no 3.º Ciclo (9.º ano).

As classificações médias dos exames da primeira chamada dos 6.º e 9.º anos, em Português e Matemática, em alunos internos, desceram, entre cinco e dez pontos percentuais, em relação às médias do ano letivo anterior.