O líder do CDS-PP classificou, este sábado, o Alqueva como «a Autoeuropa da agricultura», que pode transformar a região de forma extraordinária, referindo que um em cada quatro investidores estrangeiros que procuram Portugal vai para a zona.

«Hoje em dia, em cada quatro investidores que procuram Portugal um vai para o Alqueva. O Alqueva é uma espécie de AutoEuropa da agricultura. Pode transformar esta região, em termos de criação de riqueza e de emprego, de uma forma extraordinária», disse Paulo Portas aos jornalistas, em Beja, durante uma visita à maior feira agropecuária do sul do país, a Ovibeja.

«Sou testemunha disso porque os investidores estrangeiros procuram a região do Alqueva, procuram terras boas para produzir, transformar e exportar e isso, muitas vezes, em parceria com empresas nacionais e dando trabalho a agricultores portugueses», frisou.

O também vice-primeiro-ministro destacou a atual taxa de execução de 84% do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder), «quatro pontos acima da média europeia».

Por isso, frisou, pela «primeira vez», Portugal vai poder «antecipar» fundos agrícolas do próximo quadro comunitário de apoio, através do novo Programa de Desenvolvimento Regional (PDR 2014-2020), porque «foi capaz de aplicar bem os fundos» do atual Proder, que tem um grau de execução «alto», 84%, e terminará o ano «acima dos 90%».

«Lembram-se do tempo em que Portugal tinha que devolver dinheiro a Bruxelas, porque não o usava, nem aplicava na agricultura», questionou, referindo ser esta «a diferença» entre a atual ministra da Agricultura, Assunção Cristas, e o antigo ministro da Agricultura do anterior Governo PS, liderado por José Sócrates, Jaime Silva.

Paulo Portas disse que a Ovibeja é «uma das grandes feiras agrícolas» em Portugal e representa «o momento pujante que a agricultura portuguesa está a viver», sobretudo devido «à capacidade de empreender» dos empresários agrícolas e à «decisão do Governo de considerar o investimento na agricultura uma prioridade e não um assunto secundário».

«A agricultura representa 20% das exportações portuguesas. Nos últimos três anos, abrimos mais de 70 mercados para mais de 120 produtos novos que podemos exportar para o estrangeiro», frisou Paulo Portas.